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11 de dezembro de 2018, 18h43

MBL cria confusão na Alesp em ato de Direitos Humanos

Durante a entrega do 22° Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos para o economista João Pedro Stédile, Renato Battista e Arthur do Val, o “Mamãe Falei”, tentaram tumultuar a solenidade

Representantes do MBL tentaram tumultuar o ato realizado nesta segunda-feira (10), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Durante a entrega do 22° Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos para o economista João Pedro Stédile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Renato Battista, coordenador nacional do MBL, e o deputado eleito Arthur do Val, o “Mamãe Falei”, foram ao local para criar confusão.

Para reafirmar a postura reacionária dos integrantes do MBL, Battista postou no Twitter: “Assembleia de SP concedeu uma honraria de direitos humanos ao Stédile, líder do MST – que faltou a solenidade. Fui lá junto com o dep eleito @mamaefalei falar algumas verdades. O Presidente da comissão – do PSDB – não deixou o Arthur falar”.

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Vale lembrar que Renato Battista, em maio de 2017, chamou de “imbecil” um doador que destinou R$ 1.500 para a campanha de Fernando Holiday, eleito vereador em São Paulo pelo DEM, e também integrante do MBL.

“Acabei de tirar extrato do banco e estou indo para o escritório para terminar a prestação de contas. Aparentemente um imbecil doou mais R$ 1.500 no dia 30. A gente está com quase R$ 12 mil sobrando”, afirmou Battista, em mensagem de WhatsApp.

Seu companheiro de MBL está às voltas com a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) de São Paulo, que recomendou a reprovação das contas da campanha de Arthur do Val, o “Mamãe Falei” (DEM-SP). Segundo o processo, a prestação de contas do deputado possui 11 irregularidades e impropriedades. Uma delas é descumprimento quanto à entrega dos relatórios financeiros de campanha, em relação às doações. Mais de R$ 54 mil estão sem relatórios financeiros.

Reconhecimento

Stédile foi indicado por Márcia Lia (PT), deputada estadual, em reconhecimento à sua luta em defesa da terra, da reforma agrária e da agricultura familiar ao longo dos últimos 40 anos. “Stédile é uma referência nessa luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no Brasil, e nada mais justo do que receber essa indicação a um prêmio que reconhece as ações de ativistas brasileiros em temas afetos aos direitos humanos”, argumentou a parlamentar, de acordo com informações da RBA.

Stédile não compareceu à sessão solene da Assembleia no Dia Internacional dos Direitos Humanos, por problemas de saúde. Na oportunidade foi representado por Ana Chã, do coletivo de cultura dos sem-terra.

“Sabemos que a premiação não é pessoal, mas é o reconhecimento desta casa a todos militantes do MST que, ao longo de tantos anos, fazemos a luta pelos direitos humanos, para que nosso povo do interior, os mais pobres, tenham direito a educação, terra, trabalho, alimentação saudável, moradia e vida digna”, disse Ana, em seu discurso.

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