sábado, 31 out 2020
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Mulher de João Pessoa que disse odiar a raça negra é flagrada em novo gesto racista: “Sou Hitler!”

Novo vídeo mostra que, além do episódio de racismo em uma agência bancária pelo qual foi detida, Luzia Benjamin repetiu as ofensas em loja de departamento e ainda foi além: "Sou racista de carteirinha, se pudesse escrevia na testa"; assista

A mulher de João Pessoa que ganhou repercussão nacional ao proferir ofensas racistas em uma agência do Banco do Brasil da capital paraibana na última quarta-feira (14), Luzia Sandra de Medeiros Dias Benjamin, foi flagrada proferindo mais discurso de ódio e preconceito, desta vez em uma loja de departamento que, segundo testemunhas, seria a C&A.

O novo vídeo que mostram as agressões da mulher começou a circular nas redes sociais nesta sexta-feira (16), e nele a mulher aparece com a mesma roupa que usava quando atacou verbalmente um homem negro na agência bancária. Não é possível afirmar se os dois episódios aconteceram no mesmo dia.

Nas imagens, Luzia aparece ofendendo uma cliente negra que aguardava atendimento na fila do caixa junto a ela. “Sou racista, porque a sua raça é ladra”, dispara, repetindo a frase dita na agência bancária.

Um funcionário da loja que estava filmando a cena ainda avisa a mulher que ela está sendo gravada mas, assim como fez no Banco do Brasil, ela não se intimida e segue destilando racismo. “Raça negra não presta”, afirma, entre outras coisas, até finalmente disparar: “Eu sou Hitler. Eu odeio raça negra (…) Sou racista de carteirinha, se pudesse escrevia na testa”.

Assista.

Racismo na agência bancária

Antes deste último vídeo vir à tona, Luzia Sandra de Medeiros Dias Benjamin já havia ganhado repercussão nacional ao proferir ofensas racistas contra um homem negro em uma agência do Banco do Brasil, na última quarta-feira (16).

“Não se aproxime. Não tenho nenhuma palavra a trocar com negro nenhum. Pode filmar, eu Luiza Sandra de Medeiros Dias Benjamin, sou a maior racista do planeta Terra. Odeio a raça negra. Vocês são bandidos, ladrões”, disparava a mulher, enquanto ainda dizia que hoje a humanidade está “de focinheira na cara”, em referência às máscaras de proteção contra o coronavírus.

A Polícia Militar foi acionada e a mulher foi conduzida à delegacia, onde foi autuada por injúria racial e liberada após pagamento de fiança.

O marido de Luzia, que estava com ela durante as agressões e também na delegacia, afirmou que ela teria problemas psicológicos e apresentou documentos que comprovariam sua enfermidade.

“A questão é que não justifica”, disse a delegada que atendeu a ocorrência, Viviane Magalhães, sobre o suposto problema psicológico da mulher.

Ivan Longo
Ivan Longo
Jornalista e repórter especial da Revista Fórum.