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01 de maio de 2019, 22h36

No 1º de Maio, Bolsonaro se cala sobre direitos trabalhistas e desemprego

No Twitter de Bolsonaro parece que não existiu o Dia do Trabalhador; já em seu pronunciamento em cadeia nacional, o presidente, ao invés de fazer um discurso voltado às pautas essenciais aos trabalhadores ou propor medidas para os 13,4 milhões de desempregados no Brasil, se limitou a falar sobre "liberdade econômica"

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro praticamente ignorou o Dia do Trabalhador nesta quarta-feira (1º). Em seu Twitter, principal ferramenta de comunicação do capitão da reserva, nenhuma menção à data que é comemorada internacionalmente e nenhum tuíte falando de forma contundente sobre o tema “trabalho”.

Muitos esperavam que as homenagens de Bolsonaro aos trabalhadores viriam no pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão que fez às 20h, mas não foi o que aconteceu.

Em pouco mais de dois minutos, o presidente, que extinguiu o Ministério do Trabalho, sequer proferiu a palavra “trabalhador” e se calou sobre as principais pautas que envolvem a data, como a questão dos direitos trabalhistas ou alto índice de desemprego no país. Nesta terça-fera (30), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou números alarmantes que mostram que o desemprego no Brasil bateu recorde, mas Bolsonaro não direcionou sequer um segundo de sua fala aos mais de 13,4 milhões de desempregados.

Outra pauta prioritária aos trabalhadores neste momento é a reforma da Previdência, mais um tema ignorado por Bolsonaro em seu pronunciamento.

No lugar de um discurso voltado aos trabalhadores, seus problemas e desafios, como se esperava para um 1º de Maio, o presidente decidiu focar em um pronunciamento enaltecendo a “liberdade econômica” e pregando o “livre mercado”.

“Esse é o compromisso do meu governo com a plena liberdade econômica, única maneira de proporcionar, por mérito próprio e sem interferência do estado, o engrandecimento de cada cidadão”, afirmou, em um dos pontos “altos” de seu curto discurso.

Leia a íntegra.

enhoras e senhores, boa noite.

Na data de ontem, foi realizada a cerimônia de assinatura da Medida Provisória que trata da declaração dos direitos de liberdade econômica, cuja a finalidade é estabelecer, principalmente, garantias de livre mercado.

É uma iniciativa do nosso Ministério da Economia, que restringe o papel do Estado no controle e na fiscalização da atividade econômica. Está concretizada em direitos considerados essenciais ao crescimento do país, dos quais destaco:

  • desenvolver a atividade econômica de baixo risco para o sustento próprio da sua família;
  • produzir, empregar e gerar renda, assegurada a liberdade para o desenvolvimento econômico;
  • não ter restringida, por qualquer autoridade, sua liberdade em definir o preço de produtos e serviços;
  • receber tratamento igualitário de órgãos e de entidades da administração pública, dentre outros.

Esse é o compromisso do meu governo com a plena liberdade econômica, única maneira de proporcionar, por mérito próprio e sem interferência do estado o engrandecimento de cada cidadão.

O caminho é longo. Eu sei que, unidos, ultrapassaremos essas dificuldades iniciais que são naturais nas transições de governo. Especialmente, se as concepções políticas forem antagônicas.

O Brasil elegeu a esperança, razão pela qual estarei sempre atento para não decepcioná-lo. É o meu compromisso com você neste Dia do Trabalho.

Boa noite.

E que Deus abençoe o nosso Brasil.


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