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29 de outubro de 2019, 16h46

ONG denuncia Bolsonaro à ONU por política de segurança que extermina população negra

Para o advogado da Educafro, “há uma evidente questão racial” por trás disso, “tendo em vista que 75,5% dos homicídios ocorrem com pessoas negras”

Foto: Oswaldo Corneti/Fotos Públicas

Na avaliação da ONG Educafro, a política de segurança pública nacional provoca um “genocídio” da população negra. Por isso, a organização acabou denunciando o Brasil de Jair Bolsonaro à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), de acordo com informações da coluna de Guilherme Amado, da Época.

“A fim de que essas mortes não sejam devidamente apuradas, a legislação brasileira é conivente com o tratamento dispensado à população negra”, declarou Irapuã Santana, advogado e consultor jurídico da Educafro, autor da denúncia.

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Santana também afirmou que “há uma evidente questão racial” por trás disso, “tendo em vista que 75,5% dos homicídios ocorrem com pessoas negras”.

A solicitação é no sentido de que os dois órgãos internacionais peçam ao governo de Bolsonaro que “abandone imediatamente a política de enfrentamento que tem gerado um verdadeiro genocídio de sua população negra”. Além disso, pede que haja investimento em inteligência policial.

Moro, Witzel e Doria

A ONG criticou o governo de Bolsonaro, principalmente o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e as gestões dos governadores Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, e João Doria, de São Paulo.

A Educafro é uma entidade sem fins lucrativos que auxilia na preparação de pessoas negras para ingressar nas universidades.


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