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13 de novembro de 2019, 16h24

Pela primeira vez na história, negros e pardos são maioria nas universidades públicas

Pesquisa do IBGE mostra que políticas de inclusão no ensino superior estão dando resultado

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Programas implantados dentro dos governos do PT para acesso de estudantes negros e pardos às universidades públicas começam a mostrar seus frutos agora. Planejado para darem resultados em um longo prazo, hoje é possível afirmar que essa parcela da população é maioria dentro das universidades públicas do Brasil.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), feita pelo IBGE em 2018, mostra que 50,3% dos estudantes de universidades públicas no Brasil são pretos e pardos. Os que se declaram brancos ou de outros grupos são 49,7%. De acordo com o próprio IBGE, 55,8% de toda a população brasileira é negra.

Cotas

Essa a primeira vez que negros e pardos aparecem em uma pesquisa como sendo a maioria dentre os estudantes de universidades públicas. O estudo do IBGE aponta que esse crescimento se deve essencialmente à política de cotas implantadas durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira instituição federal do país aderir o sistema foi a Universidade de Brasília, em 2004.

No ensino superior privado, os brancos ainda são maioria. Mesmo com programas como FIES e Prouni, 53,4% dos estudantes desse tipo de instituição de ensino é formada por pessoas não negras. A mesma pesquisa mostra um crescimento no número de negros na universidade. Aumentou de 50,5% em 2016 para 55,6% em 2018.


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