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07 de março de 2018, 17h34

Pesquisa IBGE: Somente 10,4% das mulheres negras completam o ensino superior

Apesar das mulheres avançarem nos estudos mais do que os homens, o recorte racial mostra que ainda existe uma profunda desigualdade entre brancas e negras

O percentual de mulheres brancas com ensino superior completo (23,5%) é 2,3 vezes maior do que o de mulheres pretas ou pardas (10,4%) e é mais do que o triplo daquele encontrado para os homens pretos ou pardos (7%) – Foto: Mídia Ninja

Dados levantados pela pesquisa “Estatísticas de gênero – indicadores sociais das mulheres no Brasil“, divulgada nesta quarta-feira (7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que as mulheres estudam por mais anos do que os homens. Entre as pessoas de 25 a 44 anos de idade, o percentual de homens que terminou a graduação é de 15,6%, enquanto o de mulheres alcançou 21,5%. Contudo, o percentual de mulheres brancas com ensino superior completo (23,5%) é 2,3 vezes maior do que o de mulheres pretas ou pardas (10,4%) e é mais do que o triplo daquele encontrado para os homens pretos ou pardos (7%).

De acordo com informações da Carta Capital, o estudo comprova, também, que embora as mulheres avancem mais nos estudos, elas continuam recebendo remuneração mais baixa do que os homens. As mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Apesar disso, elas ganham, em média, 76,5% do rendimento dos homens.

De acordo com o IBGE, inúmeros fatores colaboram para as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Por exemplo, em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% a mais do que os homens (10,5 horas). Essa diferença chegava a 80% no Nordeste (19 contra 10,5). A conclusão da pesquisa explica a proporção de mulheres ocupadas em trabalhos por tempo parcial, de até 30 horas semanais, ser o dobro da de homens (28,2% das mulheres ocupadas, contra 14,1% dos homens).


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