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18 de julho de 2018, 16h37

Pesquisadora da UnB deixa o DF após ameaça de agressão por grupo de extrema-direita

Debora Diniz, professora da UnB que defende a descriminalização do aborto, já havia registrado boletim de ocorrência pelas ameaças de morte que estava recebendo por conta de seu posicionamento com relação aos direitos das mulheres; nesta quarta-feira (18), ela foi abordada por um grupo na saída de um evento

Foto: OAB/DF

A pesquisadora e professora de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Debora Diniz, sofreu nesta quarta-feira (18) mais ameaças de morte e agressão por parte de um grupo contra os direitos das mulheres ligado à extrema-direita. Ela estava saindo de uma palestra que havia acabado de ministrar em Brasília quando foi acuada pelo grupo de homens. Eles ainda não foram identificados.

De acordo com informações apuradas pela Fórum, após a abordagem Debora resolveu deixar o Distrito Federal e viajou para uma cidade que preferiu não informar.

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A pesquisadora, que é referência em bioética e trabalha com temas ligados ao feminismo, direitos humanos e direitos reprodutivos, vem, já há algum tempo, sofrendo uma série de ameaças de morte nas redes sociais por conta de seu posicionamento favorável a descriminalização do aborto. Ela, inclusive, chegou a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brasília, no início do mês, por conta das ameaças.

A ameaça de agressão aconteceu às vésperas de um debate que Debora participará como expositora convocado pela ministra do STF, Rosa Weber. O encontro, que será realizado na capital federal ente os dias 3 e 6 de agosto, discutirá justamente a questão da descriminalização do aborto.


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