Fórum Educação
06 de agosto de 2019, 18h23

Policiais a cavalo levam preso homem negro, amarrado e a pé nos Estados Unidos

O chefe da polícia de Galveston, no Texas, divulgou nesta terça-feira (6) um pedido oficial de desculpas. Afirmou que a ação foi “um erro de julgamento” dos oficiais

Foto: Reprodução/Twitter

Uma imagem forte de racismo, divulgada nas redes sociais, provocou indignação em internautas norte-americanos: dois policiais brancos andam a cavalo conduzindo um homem negro a pé, algemado e preso por uma corda. O fato ocorreu em Galveston, no Texas.

O chefe da polícia local divulgou nesta terça-feira (6) um pedido oficial de desculpas. Afirmou que a ação foi “um erro de julgamento” dos oficiais.

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Donald Neely, de 43 anos, foi preso no sábado (3), por invasão de propriedade privada. Muitas pessoas compararam a imagem à época da escravidão e criticaram os policiais pela maneira humilhante como levaram Neely por oito quarteirões, até a central de polícia.

Também houve o questionamento nas redes se a prática seria a mesma, caso o suspeito fosse um homem branco.

Uma internauta postou: “O nome deste homem é Donald Neely. Os policiais são o oficial Brosch & Officer Smith, do Departamento de Polícia de Galveston. Eles colocaram uma coleira nele e o exibiram pelo centro da cidade”.

Outro comentário: “Caro @GalvestonPD. O que você fez aqui com esse homem, Donald Neely, é horrível e inaceitável. Eu diria ‘Precisamos de respostas’, mas nada que você possa dizer justificaria o que você fez com esse homem. Nada mesmo”.

Técnica treinada

Na mensagem divulgada nesta terça (6), o chefe de polícia Vernon Hale disse que os oficiais deveriam ter aguardado no local da prisão a chegada de uma viatura que pudesse conduzir Neely.

Ele afirmou que “essa é uma técnica treinada e a melhor prática em alguns cenários”, mencionando o controle de multidões. No entanto, reconhece que os policiais envolvidos, identificados apenas como P. Brosch e A. Smith. “demonstraram julgamento fraco nesta situação e poderiam ter esperado por uma viatura no local da prisão”.


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