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20 de setembro de 2018, 12h12

Professor é vítima de racismo e homofobia em colégio da Unicamp

Um professor do Colégio Técnico da Unicamp (Cotuca) foi vítima de racismo e homofobia. Em nota de repúdio, divulgada nesta quarta-feira (19), a direção do Cotuca afirma que "uma mensagem com ofensas racistas e homofóbicas foi deixada no escaninho de um professor do Colégio".

Fachada do prédio histórico do Colégio Técnico da Unicamp (Divulgação)

Um professor do Colégio Técnico da Unicamp (Cotuca) foi vítima de racismo e homofobia. Em nota de repúdio, divulgada nesta quarta-feira (19), a direção do Cotuca afirma que “uma mensagem com ofensas racistas e homofóbicas foi deixada no escaninho de um professor do Colégio”.

A Fórum apurou que o professor seria negro e homossexual e foi insultado na mensagem deixada no compartimento em que guarda seus materiais letivos. “Caro professor, fica a dica: você é preto e viado, seu lugar não é na sala de aula”, estava escrito no bilhete, segundo uma aluna do colégio.

Na nota, a direção do Cotuca presta solidariedade ao docente e diz que exige respeito para todos os membros da escola. “O Cotuca preza pela convivência plural e diversa e não tolera nenhum tipo de discriminação. O Colégio repudia a ação e irá apurar o caso, buscando identificar as pessoas responsáveis e aplicar as medidas cabíveis”.

Em nota, a Unicamp reitera a posição do colégio e afirma que registrará um boletim de ocorrências sobre o caso. “A Reitoria da Unicamp e a Direção do Cotuca tomarão todas as providências para apurar o fato, identificar o autor desse ato deplorável e aplicar as medidas cabíveis. Um boletim de ocorrência será registrado pelo professor vítima das ofensas”, afirma anota, ressaltando que a universidade preza pela democracia, a diversidade e a convivência respeitosa entre seus integrantes.

Racismo e fascismo no campus 

Em agosto, a Biblioteca Antonio Candido, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) e banheiros do Instituto de Geociências da Unicamp foram pichados com desenhos de suásticas e mensagens racistas e fascistas como “Vai ter Massacre #Columbine” e “Poder Branco”.

Dias depois, a universidade divulgou imagens do circuito interno de câmeras que mostram suspeito da autoria das pichações. A reitoria abriu sindicância para apurar o caso e registrou o vandalismo na Polícia Civil, que apura o caso.

Em 2016, a universidade já havia registrado pichações racistas em um banheiro do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). “Aqui não é senzala! Tirem os pretos da Unicamp já”, foi escrito.


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