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22 de novembro de 2019, 13h00

Propaganda de loja de móveis explicando a história do criado-mudo viraliza e sensibiliza

O termo criado-mudo ainda aparece na busca da loja. Quando o internauta entra no site, é surpreendido pelo nome Mesa de Cabeceira seguido da hashtag #CriadoMudoNuncaMais

Foto: Divulgação

Uma ação de marketing da Etna, rede de lojas especializada em móveis e objetos de decoração, feita para o Dia da Consciência Negra, celebrado na última quarta-feira (20), viralizou nas redes.

A loja resolveu abolir o termo “criado-mudo” de seu catálogo.

A explicação para tal vem através de um texto histórico lido por atores negros. O texto lembra o escravo que passava a noite “tomando conta” dos nobres, ao lado da cama. Por ser um objeto inanimado e ter utilidade equivalente à de um mordomo, passou a ser chamado de criado-mudo (Leia o texto abaixo).

O termo criado-mudo ainda aparece na busca da loja. Quando o internauta entra no site, é surpreendido pelo nome Mesa de Cabeceira seguido da hashtag #CriadoMudoNuncaMais.


Em 1820, os escravos que faziam os serviços domésticos eram chamados de criados. Alguns desses homens e mulheres passavam dia e noite imóveis ao lado da cama com um copo d’água, roupas ou o que mais fosse.
Porém, alguns senhores achavam incômodo o fato de eles falarem, e muitos chegavam a perder a língua. Outros sofreram duras punições para “aprender” a nunca se mexer quando houvesse alguém dormindo.
Um dia, surgiu a ideia de uma pequena mesinha para ficar ao lado da cama, usada basicamente para apoiar objetos. Esse móvel exercia a mesma função do escravo doméstico e foi chamado de criado. Então, para não confundir os dois, passaram a chamar o móvel de criado-mudo.
Dois séculos depois, sem nos dar conta, ainda carregamos termos racistas como esse, mas sabemos que é sempre tempo de mudar e evoluir.
Por isso, a Etna está começando a abolir o nome “criado-mudo” de todas as suas lojas, virtual e físicas, e queremos que você também faça parte desse movimento.


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