Sem justificativa, Justiça adia duas vezes saída de Rodrigo Pilha da prisão

Primeiramente, a execução da medida que liberta o ativista foi agendada para esta quarta-feira (7); em seguida, foi reagendada para sexta (9) e, depois, para o dia 16 de julho

Após a Justiça ter deferido, nesta terça-feira (6), o pedido de progressão ao regime aberto de Rodrigo Pilha, inexplicavelmente, o Judiciário do Distrito Federal adiou a execução da decisão. Com isso, o ativista vai continuar preso até, pelo menos, o dia 16 de julho.

O deputado federal Alencar Braga (PT-SP) usou o Twitter para lamentar a manobra jurídica.

“Mais um absurdo contra Rodrigo Pilha! Ele deveria ter sido solto hoje para cumprir a pena (já abusiva, política!) no regime aberto, mas o Judiciário do Distrito Federal está mantendo ele preso através de chicanas e poderá passar mais uma semana sem liberdade. Arbitrariedade!”, postou.

Primeiramente, a execução da medida que liberta Pilha foi agendada para esta quarta-feira (7). Em seguida, foi reagendada para sexta-feira (9). Para piorar e sem justificativa, transferida para o dia 16 de julho.

Espancamento

Pilha está preso desde o dia 18 de março. Em 29 de abril, o Blog do Rovai revelou que ele, preso por estender uma faixa chamando o presidente Jair Bolsonaro de genocida, havia sido espancado e humilhado no cárcere. Enquanto, esteve detido, Pilha chegou a dormir no chão.

Desde abril, ele passou para o regime semiaberto (em que pode trabalhar, mas tem que voltar à prisão na parte da noite), e atualmente está encarcerado no Centro de Progressão Penitenciária, no Distrito Federal.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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