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17 de julho de 2019, 16h21

Semana Tereza de Benguela discute o mundo do trabalho da mulher negra

Evento será realizado nas cidades de Santos e Cubatão e conta com programação extensa de palestras, projeção de filmes, debates e outras atrações culturais

Foto: Reprodução

Uma reunião de mulheres negras que têm o objetivo principal de discutir as diversas nuances do mundo do trabalho. Este será o tema central da Semana Tereza de Benguela. O evento acontece de 22 a 26 de julho, nas cidades de Santos e Cubatão, na Baixada Santista.

Idealizado por diversos grupos dos movimentos sociais, em conjunto com o Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital, da Universidade de São Paulo (USP), a semana de atividades culturais e acadêmicas em comemoração ao Dia Tereza de Benguela traz para reflexão “O que é o trabalho da mulher negra e como ele é visto e percebido pelo mundo do trabalho, a partir do olhar das mulheres negras”.

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Programação

A programação é a seguinte: 22 de julho – 18 às 22 horas

18 horas- SLAM PIRA VDC; 18h30 – Ornella Rodrigues; 19 horas – “História, Luz e Som: memórias de velho engenho”; 19h30 – “O Trabalho de Ocupar – impondo a presença nos espaços de poder”.

Convidadas: Erica Malunguinho, Ana Lúcia Marchiri e Cleiniele Gomes. Facilitadora: Patrícia (Comitê Estadual de Combate ao Racismo do CRESS SP). Local: Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos (PRCEU/USP).

23 de julho – 15 às 22 horas

15 horas – Acotirenes: Exibição de filme e bate-papo sobre Memória e Negritude, filmes “Ôrí”, de Beatriz Nascimento, e “Retornados” de Maria Pereira; 16 horas –  PIC-NIC comunitário (Catarina e Priscila); 17 horas – Cicica e Thais – Oficina sobre História do Samba; 19 horas – “Trabalho e adoecimento no sistema capitalista: do trabalho na saúde mental manutenção da sanidade própria”.

Convidadas: Letícia da Silva Moura, Aurélia Rios. Facilitadora: Cristiane Anizetti (GPTC-USP). Local: Instituto Procomum.

24 de julho – 16 às 22 horas

16 horas – Oficina de confecção de Bonecas Abayomi Camilla Morais; 17 horas – Exposição “Mulheres de Luta: força e pluralidade”, da fotógrafa Bete Nagô; 17h30 – Darluz – Dina Alves; 19 horas- Artista: trabalho, dom, lazer?

Convidadas: Nenê Surreal, Priscila Ribeiro, Bete Nagô, Dina Alves. Facilitadora: Cidinha Santos (Coletivo Maria Vai com as Outras). Local: SESC/Santos – sala 01.

19 horas – “Mulheres Negras e Relação de Trabalho em Cubatão”. Convidadas: Paloma Santos, Natiele Pereira (Reflexos de Palmares). Facilitadora: Janete (COMPIR). Local: Câmara Municipal de Cubatão.

25 de julho – 17 às 22 horas

17 horas – Filme “Mataram nossos filhos”; 19 horas – Coral Canto Diverso; 19h30 – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia de Tereza de Benguela.

Convidadas: Dida Dias, Vera Oscar, Debora Maria da Silva, Eliana Pereira Silva. Facilitadora: Thayany Muniz (Educafro). Local: Educafro Valongo, Santos.

26 de julho – 17 às 22 horas

17 horas – “O trabalho para os Orixás: religiões de matriz africana”. Convidadas: Mãe Rosa de Mongaguá, Carmen Prisco, Ana Oliveira, Mamento Kissuanga (São Vicente). Facilitadora: Eugênia Lisboa (PLPs).

19 horas – “Lélia Gonzalez: o trabalho da intelectual e da militante negra”. Convidadas: Amarilis Costa, Renata Gonçalves, Regina Santos. Facilitadora: Cintia Neli (COMPIR).

21 horas – Encerramento Cultural – Grupo Afroketu. Local: Estação Cidadania, Santos.

O evento será totalmente gratuito e as inscrições podem ser feitas pelo link: http://bit.ly/semanaterezadebenguela

Participantes que frequentarem 75% das atividades receberão certificado do GPTC-USP. Mais informações: https://www.facebook.com/415466372515020/posts/424555161606141/

Ícone

Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu onde hoje é o estado do Mato Grosso, durante o século XVIII. Foi esposa de José Piolho, chefe do Quilombo do Piolho ou do Quariterêre, entre o Rio Guaporé (atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia) e a cidade de Cuiabá.

Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a rainha do quilombo. Com sua liderança, as comunidades negra e indígena resistiram à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído.


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