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23 de novembro de 2016, 18h33

Diretora da H.Stern disse que fazia delivery de jóias para Cabral

Maria Luiza disse que os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo e que “chegou a vender joias no valor de até R$ 100 mil a Sérgio Cabral”. Por Redação A diretora comercial da H.Stern, Maria Luiza Trotta, disse à Policia Federal que levava joias, anéis e pedras preciosas para a residência do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para que ele e sua esposa, a advogada Adriana Ancelmo, escolhessem a que mais agradava. Maria Luiza disse que os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo e que “chegou a vender joias no valor de até R$ 100 mil a...

Maria Luiza disse que os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo e que “chegou a vender joias no valor de até R$ 100 mil a Sérgio Cabral”.

Por Redação

A diretora comercial da H.Stern, Maria Luiza Trotta, disse à Policia Federal que levava joias, anéis e pedras preciosas para a residência do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para que ele e sua esposa, a advogada Adriana Ancelmo, escolhessem a que mais agradava.

Maria Luiza disse que os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo e que “chegou a vender joias no valor de até R$ 100 mil a Sérgio Cabral, tais como anéis de brilhante ou outros tipos de pedras preciosas, sendo o pagamento ainda que em tais quantias realizado em dinheiro”.

O dinheiro era levado a uma loja da joalheria, em Ipanema, por Carlos Miranda, apontado pela Operação Lava Jato, como o “homem da mala” de Sérgio Cabral.

Ela disse que os atendimentos eram agendados por algum secretário de Cabral e sempre realizados dentro da residência do ex-governador.

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“Os atendimentos feitos pela declarante a Sérgio Cabral sempre foram feitos no interior da residência deste; que, os atendimentos eram agendados com a declarante por Carlos Miranda ou algum outro/a secretário/a de Sérgio Cabral; que, a declarante então, nesses encontros na casa de Sérgio Cabral levava joias de amostragem, as quais eram selecionadas ou não pelo próprio Sérgio Cabral ou por sua esposa”, diz o depoimento da diretora.

Maria Luiza foi ouvida no dia 17 de novembro, data da deflagração da Operação calicute, que cumpriu um mandado de prisão contra Sérgio Cabral.

A PF exigiu de Maria Luiza no prazo de 24 horas “todas as cópias de notas ficais de venda realizadas entre H. Stern e Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo”.

 

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