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24 de março de 2019, 19h24

Djamila Ribeiro defende Dilma de ataque em aeroporto

“Dilma nem está mais no poder, sofreu um golpe, Lula está preso, Bolsonaro ganhou a eleição, o que mais essas pessoas querem?”, questionou a ativista

Foto: Reprodução/Instagram Djamila Ribeiro
A ativista, feminista, acadêmica e mestre em Filosofia Djamila Ribeiro relatou em seu Instagram uma situação lamentável que ocorreu neste domingo (24), na qual foi obrigada a sair em defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), que foi atacada por um grupo de brasileiros raivosos no aeroporto de Madri, na Espanha. Íntegra do post de Djamila: Hoje aconteceu uma situação absurda. Estávamos eu e Ísis realizando o nosso check in quando vimos a presidenta Dilma. Ao sair do guichê, uma senhora nos pergunta: “vocês são brasileiras? Venham xingar Dilma”. Ignoramos e seguimos. Assim que chegamos mais perto, vimos um grupo de...

A ativista, feminista, acadêmica e mestre em Filosofia Djamila Ribeiro relatou em seu Instagram uma situação lamentável que ocorreu neste domingo (24), na qual foi obrigada a sair em defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), que foi atacada por um grupo de brasileiros raivosos no aeroporto de Madri, na Espanha.

Íntegra do post de Djamila:
Hoje aconteceu uma situação absurda. Estávamos eu e Ísis realizando o nosso check in quando vimos a presidenta Dilma. Ao sair do guichê, uma senhora nos pergunta: “vocês são brasileiras? Venham xingar Dilma”. Ignoramos e seguimos. Assim que chegamos mais perto, vimos um grupo de brasileiros hostilizando e dizendo coisas horríveis a Dilma.

Um deles chegou a dizer que ela teria o mesmo fim que Marielle. Eu e Ísis prontamente nos solidarizamos e começamos a defendê-la. O grupo foi se calando e policiais se aproximaram para fazer a segurança de Dilma.

Ficamos conversando alguns minutos com ela. Fomos caminhando com ela em direção a sala de embarque. Assim que nos despedimos, o grupo voltou a gritar e a ofender Dilma. Aí eu me irritei e fui em direção ao grupo. Disse que eles deveriam respeitá-la independente de posição política. Que eles eram desumanos e ignorantes.

Veja também:  Dilma ingressa com representação no STF contra fake news de Bolsonaro

Quando eu perguntei onde eles tinham estudado política, se fizeram de ofendidos. Uma mulher do grupo me chamou de “tipinho” e eu devolvi.

É o cúmulo! Dilma nem está mais no poder, sofreu um golpe, Lula está preso, Bolsonaro ganhou a eleição, o que mais essas pessoas querem? Desejar o assassinato dela? É revoltante. Essas pessoas estão contaminadas pelo ódio.
Foto do abraço e acolhimento. É preciso respeito.

 

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Hoje aconteceu uma situação absurda. Estávamos eu e Ísis realizando o nosso check in quando vimos a presidenta Dilma. Ao sair do guichê, uma senhora nos pergunta: “vocês são brasileiras? Venham xingar Dilma”. Ignoramos e seguimos. Assim que chegamos mais perto, vimos um grupo de brasileiros hostilizando e dizendo coisas horríveis a Dilma. Um deles chegou a dizer que ela teria o mesmo fim que Marielle. Eu e Ísis prontamente nos solidarizamos e começamos a defendê-la. O grupo foi se calando e policiais se aproximaram para fazer a segurança de Dilma. Ficamos conversando alguns minutos com ela. Fomos caminhando com ela em direção a sala de embarque. Assim que nos despedimos, o grupo voltou a gritar e a ofender Dilma. Aí eu me irritei e fui em direção ao grupo. Disse que eles deveriam respeitá-la independente de posição política. Que eles eram desumanos e ignorantes. Quando eu perguntei onde eles tinham estudado política, se fizeram de ofendidos. Uma mulher do grupo me chamou de “tipinho” e eu devolvi. É o cúmulo! Dilma nem está mais no poder, sofreu um golpe, Lula está preso, Bolsonaro ganhou a eleição, o que mais essas pessoas querem? Desejar o assassinato dela? É revoltante. Essas pessoas estão contaminadas pelo ódio. Foto do abraço e acolhimento. É preciso respeito.

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