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28 de maio de 2019, 10h22

Doria “sequestra” PSDB para a extrema-direita e promove caça às bruxas, diz sociólogo tucano

Coordenador da corrente Esquerda pra Valer no PSDB, Fernando Guimarães diz que Doria não pode tratar o partido "como se fosse uma das suas empresas"

Bolsonaro durante visita a estande da Agrishow 2019 com o governador de São Paulo, João Doria (Foto: Alan Santos/PR)
Fernando Guimarães, coordenador da corrente Esquerda pra Valer no PSDB, disse em entrevista à repórter Carolina Linhares, publicada nesta terça-feira (28) na Folha de S.Paulo, que o governador de São Paulo, João Doria, deseja “sequestrar” o PSDB para a extrema-direita. “O Doria não pode tratar o PSDB como se fosse uma das suas empresas. Não tem como ele vir dizer “isso é extrema esquerda”. Quem apoiou o extremo foi ele, ao apoiar Bolsonaro, que é extrema direita, antes de qualquer deliberação do partido liberando seus filiados”, disse Guimarães, que também faz parte do movimento Direitos Já, que reúne dez partidos,...

Fernando Guimarães, coordenador da corrente Esquerda pra Valer no PSDB, disse em entrevista à repórter Carolina Linhares, publicada nesta terça-feira (28) na Folha de S.Paulo, que o governador de São Paulo, João Doria, deseja “sequestrar” o PSDB para a extrema-direita.

“O Doria não pode tratar o PSDB como se fosse uma das suas empresas. Não tem como ele vir dizer “isso é extrema esquerda”. Quem apoiou o extremo foi ele, ao apoiar Bolsonaro, que é extrema direita, antes de qualquer deliberação do partido liberando seus filiados”, disse Guimarães, que também faz parte do movimento Direitos Já, que reúne dez partidos, incluindo PT e siglas de esquerda, em oposição a Jair Bolsonaro (PSL).

Ele completa que “é como se ele dissesse: eu indico as pessoas e elas farão aquilo que eu determino. Isso não é um partido político, isso é uma legenda apequenada, sequestrada”.

Na última sexta-feira (24), Doria afirmou que estaria construindo um novo partido e “que quem discorda deve pedir para sair”, em referência ao sociólogo que milita no PSDB desde os 13 anos, e que afirma que não deixará a sigla.

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Para ele, o atual governador de São Paulo se declara como “de centro” somente para atrair o eleitor. “O Doria é um neoliberal, o posicionamento dele é bem à direita. Ele não é uma figura moderada. Se fosse, ele não estava fazendo essa caça às bruxas, estava dialogando conosco. Não é o fato de ser filiado que te faz tucano. Essa é a dificuldade do Doria diante das figuras históricas do partido: ele não se sente tucano. E por isso essa hostilidade e essa dificuldade de ter pluralidade”.

Em cinco dias o partido realiza sua convenção nacional, onde deve escolher o novo presidente da sigla. Até o momento o único candidato é Bruno Araújo, ex-deputado federal alinhado com João Doria. Guimarães defende uma “volta às origens de centro-esquerda” em contraposição à renovação proposta por Doria.

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