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08 de fevereiro de 2017, 08h12

Doria vai privatizar tudo. Começa com a gestão do Bilhete Único de Ônibus

O Bilhete Único, responsável por 94% das viagens de ônibus em São Paulo, terá a sua gestão entregue à iniciativa privada. Esta é só a primeira fase de um grande programa de privatizações que o prefeito tucano João Doria pretende realizar. São Paulo vai perder, entre outros bens históricos, o autódromo de Interlagos (zona sul), o Anhembi (norte) e o estádio do Pacaembu (centro).

O Bilhete Único, responsável por 94% das viagens de ônibus em São Paulo, terá a sua gestão entregue à iniciativa privada. Esta é só a primeira fase de um grande programa de privatizações que o prefeito tucano João Doria pretende realizar. São Paulo vai perder, entre outros bens históricos, o autódromo de Interlagos (zona sul), o Anhembi (norte) e o estádio do Pacaembu (centro). Da redação com Informações da Folha O Bilhete Único, responsável por 94% das viagens de ônibus em São Paulo, terá a sua gestão entregue à iniciativa privada. Esta é só a primeira fase de um grande programa...

O Bilhete Único, responsável por 94% das viagens de ônibus em São Paulo, terá a sua gestão entregue à iniciativa privada. Esta é só a primeira fase de um grande programa de privatizações que o prefeito tucano João Doria pretende realizar. São Paulo vai perder, entre outros bens históricos, o autódromo de Interlagos (zona sul), o Anhembi (norte) e o estádio do Pacaembu (centro).

Da redação com Informações da Folha

O Bilhete Único, responsável por 94% das viagens de ônibus em São Paulo, terá a sua gestão entregue à iniciativa privada. Esta é só a primeira fase de um grande programa de privatizações que o prefeito tucano João Doria pretende realizar para, segundo ele, dar fôlego financeiro à administração municipal.

Doria não sabe ainda quanto vai arrecadar com a medida. A única certeza é que o Bilhete Único é a joia da coroa de uma série de 52 itens que vão entrar na festança das privatizações do prefeito. São Paulo vai perder, entre outros bens históricos, o autódromo de Interlagos (zona sul), o Anhembi (norte) e o estádio do Pacaembu (centro).

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A prefeitura avalia que, com a terceirização do Bilhete Único, deixará de gastar cerca de R$ 456 milhões por ano com o gerenciamento financeiro do serviço, hoje a cargo da SPTrans, empresa de economia mista que administra o transporte por ônibus.

Na prática, a futura responsável pelo sistema precisaria combater fraudes e repassar os valores arrecadados com a venda de créditos do cartão eletrônico para as empresas de ônibus.

O modelo de remuneração de quem passar a explorar o serviço ainda não está claro.

O grande ativo do Bilhete Único é a enorme base de clientes, que gira em torno de 5,6 milhões de passageiros e chega a movimentar em alguns dias mais de R$ 40 milhões.

A empresa que vencer a licitação poderá dar outras funções ao cartão eletrônico, como vale-refeição e pagamentos de débito e crédito. A expectativa de Doria é que bancos, operadoras de cartões e empresas de benefícios participem da concorrência.

Além disso, a empresa que passar a gerir o sistema terá cinco dias para transferir os valores arrecadados para as viações de ônibus – podendo, nesse intervalo, obter ganhos financeiros com os recursos.

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Com a privatização do Bilhete Único, a prefeitura espera reduzir em 15,7% os gastos com os subsídios ao sistema de ônibus. Além disso, entende que conseguirá diminuir as perdas provocadas pelas fraudes no cartão, uma vez que a vencedora da licitação terá de trocar o sistema tecnológico que o fiscaliza.

O projeto de privatização do Bilhete Único deve ser enviado ainda neste semestre para apreciação da Câmara Municipal. Doria ainda não decidiu se enviará um pacote com todas as medidas previstas de uma só vez ou se o fará em pílulas, a fim de facilitar a tramitação.

Conforme revelou a Folha na segunda (6), o tucano também prepara uma medida que tende a ampliar ainda mais o uso do Bilhete Único. Ele estuda implantar uma tarifa maior para o passageiro que optar pelo pagamento em dinheiro, espécie de primeiro passo para a supressão dos cobradores nos ônibus.

Com a tarifa diferenciada, Doria pretende reduzir ainda mais o já pequeno percentual de pessoas (6%) que fazem o pagamento em dinheiro dentro dos ônibus. A ideia é chegar a próximo de zero, tornando a função de cobrador praticamente inútil.

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