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10 de julho de 2019, 22h36

Durante estadia na embaixada do Equador em Londres, Assange foi espionado 24 horas por dia

El País teve acesso aos vídeos, áudios e relatórios que confirmam a espionagem a que foi submetido o ativista

Foto: Reprodução
Durante os sete anos em que ficou refugiado na embaixada do Equador em Londres, Julian Assange foi espionado 24 horas por dia. O El País teve acesso a vídeos e áudios, que demonstram que a empresa de defesa e segurança privada espanhola Undercover Global S.L., encarregada de proteger a representação diplomática no Reino Unido entre 2012 e 2017, mandou seus homens captarem toda a informação possível de Assange, principalmente o que se referia a seus advogados e colaboradores. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo. Várias câmeras de vídeo gravaram com áudios dezenas...

Durante os sete anos em que ficou refugiado na embaixada do Equador em Londres, Julian Assange foi espionado 24 horas por dia. O El País teve acesso a vídeos e áudios, que demonstram que a empresa de defesa e segurança privada espanhola Undercover Global S.L., encarregada de proteger a representação diplomática no Reino Unido entre 2012 e 2017, mandou seus homens captarem toda a informação possível de Assange, principalmente o que se referia a seus advogados e colaboradores.

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Várias câmeras de vídeo gravaram com áudios dezenas de encontros do fundador do WikiLeaks com seus representantes legais e outros visitantes, nos quais conversou sobre sua estratégia de defesa.

Disfarce

A ação descobriu planos secretos da equipe de Assange para retirá-lo disfarçado da embaixada e levá-lo à Rússia ou Cuba, o que não foi adiante pois o ativista não aceitou, porque considerava “uma derrota”.

A atividade obsessiva de espionagem sobre Assange se intensificou durante o Governo de Lenín Moreno, que, recentemente, entregou o ativista aos britânicos. Rafael Correa, seu antecessor, foi quem ofereceu refúgio a Assange.

Veja também:  Por conta das suas encrencas, deputados do PSL comemoram ida de Eduardo Bolsonaro para os EUA

O Reino Unido acabou de aprovar a entrega do ativista aos Estados Unidos. Os norte-americanas têm contra ele 18 acusações de difusão de material secreto.

Com informações do El País

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