TROCA DE COMANDO

Eletrobras: Wilson Ferreira Júnior pede demissão do cargo de presidente da empresa

O mandatário esteve à frente da Eletrobras quando a empresa ainda era uma estatal, entre 2016 e 2021; Afastado, reassumiu o comando após a conclusão da sua privatização em setembro de 2022

Wilson Ferreira Júnior, ex-presidente da Eletrobras.Créditos: Divulgação/Eletrobras
Escrito en ECONOMIA el

Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobrás, pediu demissão do cargo nesta segunda-feira (14) conforme noticiado pela própria empresa em nota oficial divulgada para a imprensa.

O mandatário esteve à frente da Eletrobrás quando a empresa ainda era uma estatal, entre 2016 e 2021. Afastado, retornou ao comando da empresa após a conclusão da sua privatização em setembro de 2022.

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O motivo da saída de Ferreira Júnior não foi comunicado pela empresa que, após a demissão, reuniu seu conselho de administração para escolher um novo nome: Ivan de Souza Monteiro comandará a Eletrobrás.

Novo presidente

O novo presidente construiu sua carreira trabalhando para o Banco do Brasil, onde chegou em 2009 ao cargo de vice-presidente do setor de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores.

Durante o governo Temer, também comandou a Petrobrás, tendo sido um dos responsáveis pela implantação e manutenção PPI (Programa de Preço por Paridade Internacional), que elevou os preços dos combustíveis nos últimos dois períodos.

Trabalhadores criticavam gestão de Ferreira Júnior

Cerca de 600 manifestantes entre trabalhadores da Eletrobras e familiares, dirigentes sindicais e movimentos populares estiveram reunidos no último dia 21 de junho por cerca de quatro horas na porta da sede da empresa, no Centro do Rio de Janeiro.

Os manifestantes alegavam que a nova diretoria da Eletrobras, formada após a privatização, tem tratado os funcionários com truculência e praticado assédio moral coletivo. As acusações também apontam para a coação para assinatura do plano de demissão que está em curso e a perseguição aos dirigentes sindicais da empresa.

Manifestantes protestam na sede da empresa, região central do Rio. Divulgação

Ikaro Chaves, que lidera o movimento pela reestatização da Eletrobras, teve aberto contra si um processo administrativo de demissão por justa causa. Entre os motivos, foi elencado a oposição à privatização da empresa. Em apoio a Chaves, diversos parlamentares gravaram vídeos e mensagens.