INDÚSTRIA

Depois de GM e montadora chinesa, Volks anuncia mais um investimento bilionário na era Lula

Montadoras investem pesado no Brasil de Lula; com Bolsonaro, Mercedes-Benz, Ford e Audi fecharam fábricas

Lula em evento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI)Créditos: Ricardo Stuckert / PR
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A Volkswagen do Brasil revelou um plano de investimento de R$ 16 bilhões até 2028 em suas quatro fábricas no país. Com o anúncio, a Volks se torna a terceira montadora a anunciar aportes bilionários no Brasil em janeiro deste ano.

A montadora anunciou um investimento de R$ 7 bi até 2026 e mais R$ 9 bilhões para o período de 2026 a 2028 nas fábricas localizadas em São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR).

O foco do investimentos é a produção de 16 novos veículos de fabricação nacional, abrangendo modelos híbridos, 100% elétricos e 'total flex'.

A Volkswagen ressalta que parte do investimento será direcionada a 'projetos inovadores' com ênfase em 'descarbonização', de olho nas metas ambientais.

Em novembro, o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté divulgou que o acordo coletivo estabelecido com a empresa contemplava a fabricação de um SUV na unidade.

Chinesa e GM

Na quarta-feira da semana passada (24), o presidente Luis Inácio Lula da Silva anunciou investimentos também bilionários duas gigantes da indústria automobilística: BYD e General Motors (GM).

Lula recebeu representantes da BYD Brasil, uma empresa chinesa de automóveis elétricos, que confirmou os planos para estabelecer sua primeira fábrica fora da Ásia no Brasil, em Camaçari, na Bahia.

A General Motors (GM) confirmou a destinação R$ 7 bilhões para melhorias na capacidade e nas condições de produção, além do desenvolvimento tecnológico, com ênfase em veículos elétricos, energias renováveis e controle de poluentes.

Desaceleração sob Bolsonaro

O  fechamento de montadoras automobilísticas foi uma constante no governo Bolsonaro, com trabalhadores protestando contra demissões em massa.

Entre 2020 e 2021, houve uma fuga recorde de multinacionais do país, incluindo montadoras como a Ford, que encerrou a produção e fechou três fábricas. Outras montadoras que deixaram o país incluem a Mercedes-Benz e a Audi.

A crise econômica do Brasil, agravada pela pandemia de Covid-19 e pelas políticas do governo Bolsonaro, contribuiu para o fechamento de fábricas e a perda de empregos com carteira assinada.