ECONOMIA

Alckmin celebra "pequeno passo" de R$ 51 bilhões após redução das tarifas dos EUA

Vice-presidente celebrou vitória após reunião entre Mauro Vieira e Marco Rubio, mas espera mais avanços

Créditos: Cadu Pinotti/Agência Brasil
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No final da manhã deste sábado (15), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou a decisão do governo dos Estados Unidos de reduzir em 10% as tarifas de importação aplicadas a produtos estrangeiros, medida que inclui itens exportados pelo Brasil. A mudança foi anunciada na sexta-feira (14) por Washington.

O impacto estimado para o Brasil é de US$ 9,7 bilhões (R$ 51 bi na cotação atual) em exportações destinadas ao mercado norte-americano. 

O vice-presidente citou especificamente produtos agroindustriais brasileiros incluídos no corte tarifário. “Tirou 10% das alíquotas de café, carnes, frutas e zerou a alíquota sobre o suco de laranja”, disse. Para ele, a revisão norte-americana indica que as conversas entre os dois países têm produzido resultados graduais. “São avanços consecutivos, vamos continuar trabalhando”, afirmou.

Alckmin observou, no entanto, que a tarifa sobre o café permanece elevada — após a redução, ela está em 40%. Ele afirmou que o governo continuará atuando para tentar diminuir ainda mais esse percentual.

Durante a conversa com a imprensa, Alckmin destacou também o papel de empresas brasileiras e norte-americanas no processo de aproximação comercial. Ele disse que a atuação conjunta do setor privado dos dois países tem contribuído para ampliar o diálogo e facilitar negociações. “Tem ajudado muito”, declarou.

Encontro Rubio-Vieira

O governo dos Estados Unidos publicou nesta sexta-feira (14) uma Ordem Executiva que altera a política tarifária aplicada a produtos agrícolas estrangeiros. A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, reduz tarifas recíprocas incidentes sobre café, carne, açaí e frutas tropicais frescas ou congeladas.

A publicação ocorre um dia após o encontro entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A reunião fez parte de uma série de tratativas bilaterais sobre tarifas. Os dois países têm mantido conversas desde a adoção de medidas unilaterais por Washington que impactaram o comércio de produtos agrícolas.

Na Ordem Executiva, Trump afirma ter recebido análises de diferentes setores do governo sobre a situação das negociações comerciais e sobre a demanda doméstica norte-americana. Segundo o presidente, essas informações serviram de base para a decisão de alterar parcialmente as medidas estabelecidas em atos anteriores. “Recebi informações e recomendações adicionais de vários funcionários que, de acordo com minha orientação, têm monitorado as circunstâncias envolvendo a emergência declarada na Ordem Executiva 14257”, diz o texto.

O presidente também menciona que os ajustes consideram a capacidade interna dos Estados Unidos de produzir determinados bens agrícolas. Ele justifica as modificações como necessárias para lidar com a emergência nacional declarada anteriormente. “Depois de considerar as informações e recomendações que esses funcionários me forneceram (…) determinei que é necessário e apropriado modificar ainda mais o escopo dos produtos sujeitos à tarifa recíproca imposta pela Ordem Executiva 14257”, afirma.

 

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