BANCO CENTRAL

PF apreende R$ 1,6 milhão em casa de diretor do Banco Master

Quatro diretores do Banco Master e o proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, foram presos; BC decreta liquidação extrajudicial do banco

Agente da PF conta dinheiro encontrado.Créditos: Divulgação/PF
Escrito en ECONOMIA el

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (18), quatro diretores do Banco Master e o proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, durante uma operação que investiga a venda de títulos de crédito falsos. Entre os alvos está o ex-CEO e atual diretor do banco, Augusto Ferreira Lima, em cuja casa os agentes encontraram R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo. Lima teve a prisão decretada e foi localizado pela PF ainda durante a manhã.

Ao todo, sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da operação, e seis pessoas já foram detidas, segundo apuração da TV Globo. Vorcaro, dono do Master, foi preso ao tentar deixar o Brasil em um avião particular com destino a Malta.

As prisões ocorreram poucas horas depois de o consórcio liderado pelo grupo de investimento Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Banco Master — negociação que surgia após o Banco Central ter rejeitado a venda da instituição ao BRB pouco mais de um mês antes.

Liquidação extrajudicial

As investigações tiveram início em 2025, quando o Banco Central (BC) encaminhou à PF um relatório apontando suspeitas envolvendo a instituição. Nesta terça, o BC anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master e decretou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores. A medida encerra automaticamente o processo de compra anunciado pelo grupo Fictor.

De acordo com o BC, a liquidação extrajudicial é adotada quando uma instituição financeira perde as condições de continuar funcionando. Nesses casos, um liquidante assume a administração, encerra as operações, vende o patrimônio e utiliza os recursos para quitar dívidas, até extinguir o banco.

O negócio com o grupo Fictor previa participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos e um aporte imediato de R$ 3 bilhões para reforçar o caixa do Master, que enfrenta dificuldades financeiras. A operação ainda dependeria de aval do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com a liquidação, o processo está suspenso.

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