O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal na terça-feira (18) e responsável pelo colapso do Banco Master, vinha se queixando nos últimos meses de não conseguir uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP).
Vorcaro construiu, em pouco tempo, uma rede de relações com figuras influentes dos três Poderes — de ministros do Executivo, como Rui Costa (Casa Civil), a lideranças do Congresso, como Davi Alcolumbre (Senado), e até do Judiciário, como Alexandre de Moraes, cuja mulher, Viviane, chegou a trabalhar para ele. Ainda assim, nunca conseguiu abrir a porta da Fazenda.
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Segundo aliados do ex-banqueiro, ele acionou interlocutores próximos a Haddad, entre eles o ex-ministro Guido Mantega, então consultor do Master. Nada funcionou.
Referências
Haddad, relatam auxiliares, buscou referências no mercado financeiro e ouviu que a situação do Master era “insustentável” e que o banco poderia “explodir” a qualquer momento. O ministro, que costuma manter diálogo frequente com empresários e representantes do setor, decidiu evitar a reunião.
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Aliados de Vorcaro atribuem a resistência a supostas intrigas de adversários, especialmente do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Já interlocutores de Haddad afirmam que o desfecho — prisão de Vorcaro e liquidação do Master pelo Banco Central — mostrou que o ministro agiu corretamente ao evitar o encontro e, principalmente, uma foto com o agora ex-banqueiro.
Com informações da coluna de Mônica Bergamo