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VEJA: Gabriela Prioli fez vídeo em defesa da compra do Banco Master pelo BRB

Advogada, apresentadora e influenciadora fez postagem na qual, em tom de “análise leiga”, acabava por concluir que transação seria boa. O Master agora é alvo de um escândalo

A advogada e influenciadora Gabriela Prioli.Créditos: Frame de vídeo das redes sociais/Reprodução
Escrito en ECONOMIA el

Em um vídeo postado num passado muito recente nas redes sociais, a advogada e influenciadora Gabriela Prioli analisou a possível fusão entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Adotando um tom de "leiga curiosa", que no fim das contas soou como uma defesa velada da instituição, a postagem acabava por dar um tom positivo à transação. Com duração de quase quatro minutos, o conteúdo viralizou ao questionar o "barulho" midiático em torno da tal fusão, sugerindo que as críticas poderiam ser uma tática de grandes bancos para desvalorizar ativos do Master e facilitar sua compra. Prioli destacou a “rentabilidade atrativa” dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) oferecidos pelo banco médio, garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e defendeu que a entrada do BRB seria "uma coisa boa", promovendo concorrência em um mercado dominado por gigantes como Itaú e Bradesco.

A análise, que acumulou milhares de visualizações e interações, posicionava o Master como uma opção segura e inovadora para investidores comuns, alertando contra o pânico desnecessário gerado por manchetes alarmistas. "Fiquei intrigada e preocupada", disse ela no vídeo, mas rapidamente concluiu que "não há nenhum problema aparente", transformando dúvidas iniciais em otimismo sobre o modelo de negócio do banco. Republicado recentemente no X (antigo Twitter), o material ganhou tom irônico após as revelações do escândalo fraudulento envolvendo o Master, com usuários questionando se a “forcinha involuntária” de Prioli não teria influenciado seguidores a investir no que se provou ser uma armadilha financeira.

O escândalo do Banco Master

O caso explodiu na terça-feira (18), quando a Polícia Federal (PF) prendeu Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em São Paulo, por liderar um esquema de fraudes bilionárias envolvendo a emissão e venda de títulos de crédito falsos. A operação investiga prejuízos que podem ultrapassar R$ 12 bilhões, com indícios de que o banco vendeu papéis fraudulentos ao BRB e a outros investidores, comprometendo o Fundo Garantidor de Créditos. Agentes da PF apreenderam R$ 1,6 milhão em espécie na casa de um investigado e identificaram conexões políticas, com suspeitas de envolvimento de governadores e parlamentares em operações “estranhas”.

Em resposta, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Master na quarta-feira (19), garantindo que clientes com até R$ 250 mil em depósitos sejam ressarcidos pelo FGC em até 30 dias. A defesa de Vorcaro já protocolou habeas corpus pedindo sua soltura, alegando ausência de risco de fuga, enquanto a PF avança em buscas por mais provas de lavagem de dinheiro e corrupção. O escândalo expõe fragilidades no sistema financeiro brasileiro e pode respingar em figuras públicas ligadas ao BRB, reacendendo debates sobre regulação e transparência no setor.

Veja o vídeo:

 

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