IMPACTO ECONÔMICO

Esse setor transforma a economia no Brasil ao bater recorde de empregos e movimentar bilhões

Aliado da transição energética, setor avança e impulsa economia brasileira

Painéis de energia solar.Créditos: Quang Nguyen Vinh/Pexels
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Escrito en ECONOMIA el

O avanço da energia solar no Brasil ganhou força nos últimos anos e consolidou o país entre os maiores mercados do mundo. Aliada da transição energética, um dos maiores desafios mundiais atualmente, a energia solar foi responsável por gerar mais de 500 mil novos empregos e movimentar cerca de R$ 57,5 bilhões em investimentos em 2024, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). 

Além disso, a redução do custo da tecnologia e as linhas de crédito voltadas à geração distribuída impulsionaram a adoção de sistemas residenciais e empresariais, tornando o setor um dos motores recentes da indústria de renováveis. Esse cenário aponta que a energia solar vem se tornando um pilar essencial da economia verde. Hoje, esse setor já representa 22,2% da eletricidade consumida no Brasil

O avanço da energia solar no país teve início em 2012 e, desde então, o setor já movimentou R$ 250,9 bilhões, gerou 1,8 milhão de empregos e arrecadou R$ 78 bilhões em tributos.

Impacto ambiental 

O principal impacto ambiental positivo gerado pela energia solar é a diminuição de gases de efeito estufa. De acordo com dados da Absolar, o setor já evitou que mais de 50 milhões de toneladas de CO2 fossem emitidas na atmosfera desde sua expansão. Deste total, mais de 5,5 milhões de toneladas foram evitadas somente no primeiro semestre de 2024. 

Principais desafios 

Diante da expansão do setor, alguns desafios se apresentam. Entre os principais, estão a necessidade de ampliar a infraestrutura de transmissão, reduzir a dependência de equipamentos importados e aprimorar políticas regulatórias, especialmente após as mudanças no marco legal da geração distribuída. Outro ponto de atenção é o descarte de painéis no futuro, que exigirá soluções de reciclagem em larga escala.

No entanto, as projeções são otimistas. A Agência Internacional de Energia (IEA) e a Absolar estimam que o Brasil poderá dobrar sua capacidade solar até 2030, alcançando entre 80 e 100 GW. Se confirmada, a trajetória reforçará o papel do setor como pilar econômico, ambiental e estratégico da transição energética nacional.

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