SUPERMERCADOS

Um estado brasileiro planeja proibir supermercados de funcionar aos domingos

O experimento será conduzido entre março e outubro de 2026

SupermercadoCréditos: wikipédia
Escrito en ECONOMIA el

A rotina de milhares de famílias capixabas está prestes a passar por uma mudança significativa. A partir de março de 2026, supermercados, mercados e atacarejos do Espírito Santo serão obrigados a fechar aos domingos, em uma medida inédita no Brasil. A decisão é fruto de um acordo entre sindicatos de trabalhadores e entidades patronais, funcionando como um projeto-piloto inspirado em modelos adotados em alguns países europeus, onde o comércio alimentício tradicionalmente fecha aos domingos para garantir descanso aos funcionários.

Hortifrútis, lojas de materiais de construção e minimercados que possuam funcionários contratados também deverão suspender totalmente o atendimento. A determinação faz parte de um acordo coletivo que valerá de 1º de março a 31 de outubro de 2026, período em que será avaliado o impacto da medida tanto para os trabalhadores quanto para os consumidores e para o setor varejista.

Segundo representantes sindicais, a iniciativa busca equilibrar produtividade, saúde e qualidade de vida dos trabalhadores, historicamente submetidos a longas jornadas semanais no comércio.

Supermercados instalados dentro de shopping centers também deverão fechar, seguindo a determinação estadual. No entanto, as demais lojas desses centros comerciais — como vestuário, eletrônicos e perfumarias — podem funcionar normalmente, já que não fazem parte do setor enquadrado pelo acordo.

A experiência será monitorada ao longo dos oito meses de validade. Após esse período, sindicatos e representantes do setor decidirão se a regra será mantida, ampliada ou modificada. Até lá, consumidores terão que reorganizar seus hábitos de compras, enquanto trabalhadores do setor poderão contar, pela primeira vez, com domingos totalmente livres ao longo de quase um ano.

Alguns consumidores e trabalhadores concordam com a medida, já que ela pode gerar uma melhora na qualidade de vida, descanso e saúde. Alguns são completamente contra, acreditando que a economia pode sofrer perdas significativas.

Reporte Error
Comunicar erro Encontrou um erro na matéria? Ajude-nos a melhorar