Com o pagamento do décimo terceiro, muitos trabalhadores começam a calcular como transformar o benefício em algum tipo de reserva financeira. Para facilitar essa conta e dar uma referência que qualquer pessoa possa reproduzir com o próprio salário, a Fórum simulou quanto renderia aplicar 20%, 50% e 100% do décimo terceiro de um trabalhador que recebe R$ 3.400 brutos — valor próximo da renda média brasileira. A simulação considera apenas um único aporte, sem depósitos mensais, e compara cinco modalidades: Tesouro Selic, CDB, poupança, LCI e LCA.
Os cenários partem sempre do mesmo ponto: o décimo terceiro bruto de R$ 3.400. Quem investe 20% aplica R$ 680; quem opta por 50% investe R$ 1.700; e quem destina o valor integral coloca R$ 3.400 de uma só vez. A partir daí, basta aplicar as taxas médias de rentabilidade de cada investimento ao longo de 12 meses.
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No Tesouro Selic, com rendimento líquido próximo de 10,50% ao ano, os valores chegam a aproximadamente R$ 745 (20%), R$ 1.865 (50%) e R$ 3.730 (100%), com ganhos de R$ 65, R$ 165 e R$ 330, respectivamente. Em um CDB que paga 100% do CDI, os resultados são semelhantes: cerca de R$ 742, R$ 1.861 e R$ 3.722, dependendo do aporte inicial.
Já a poupança, que rende bem menos — cerca de 6,17% ao ano —, mostra ganhos modestos: R$ 722, R$ 1.805 e R$ 3.610. As LCI e LCA, por serem isentas de Imposto de Renda, compensam parte da diferença e chegam a aproximadamente R$ 742, R$ 1.855 e R$ 3.710, dependendo do valor aplicado.
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A lógica é simples e funciona para qualquer trabalhador. Basta verificar o valor bruto do décimo terceiro, escolher quanto será aplicado e reproduzir a mesma conta nas taxas de rendimento de cada produto financeiro. Mesmo com um único aporte, a diferença entre investir ou não investir é significativa — e a simulação ajuda a visualizar, de forma concreta, como transformar parte do décimo terceiro em um primeiro passo de organização financeira.