O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 3,2% em 2023, atingindo R$ 10,9 trilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado confirma a trajetória de recuperação da economia brasileira e supera as projeções iniciais do mercado, que esperava um crescimento menor.
O desempenho positivo ocorreu no primeiro ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com a forte contribuição da agropecuária, que teve alta de 16,3%, e do setor de serviços, responsável por 2,8% de crescimento. A indústria também registrou avanço, de 1,7%. O PIB per capita chegou a R$ 51.693,92.
Consumo e demanda impulsionam crescimento
O consumo interno foi outro motor do crescimento. As despesas de consumo final cresceram 3,4%, impulsionadas pelo consumo das famílias, que subiu 3,2%, e pelos gastos do governo, que avançaram 3,8%. Segundo o IBGE, "dos 3,2% do crescimento, 2,0 p.p. foram da demanda interna, principalmente do consumo das famílias, e 1,3 p.p. da demanda externa", mostrando que tanto o mercado interno quanto as exportações ajudaram a sustentar a expansão econômica.
Em termos setoriais, o valor adicionado bruto cresceu 3,4%, sendo que os serviços e a indústria foram responsáveis por mais de 93% desse avanço, enquanto a agropecuária contribuiu com 1,1 ponto percentual.
Apesar do crescimento, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos produtivos, registrou queda de 3% em 2023, e a taxa de investimento foi de 16,4%.
O IBGE também destacou que o resultado vem em meio a uma atualização metodológica do Sistema de Contas Nacionais. "Nesta publicação, o Sistema de Contas Nacionais terá como base os resultados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, já que o IBGE está com o projeto de reformulação da série do Sistema de Contas Nacionais, ano base 2010 para ano base 2021. Com isso, estamos publicando as tabelas atualizadas somente até 2023, quando houver informação, e as notas técnicas", explicou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
Economistas apontam que a recuperação do mercado de trabalho, o fortalecimento da agropecuária e as políticas de transferência de renda foram fatores determinantes para o resultado positivo do PIB, reforçando a confiança na retomada econômica sob o governo Lula.