ECONOMIA

PETR4: Petrobras registra lucro bilionário com resultado 23% acima do período anterior

Empresa avançou na produção de petróleo e gás e alcançou resultado acima do esperado

Créditos: Divulgação/Petrobrás
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A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões entre julho e setembro de 2025, equivalente a cerca de US$ 6 bilhões. O valor representa um crescimento de 23% em relação ao trimestre anterior, impulsionado pelo aumento da produção e pela leve alta no preço internacional do petróleo.

A estatal produziu, no período, 3,14 milhões de barris de óleo equivalente por dia — medida que soma petróleo e gás natural. O bom desempenho levou o fluxo de caixa operacional (dinheiro que entra com as operações) a R$ 53,7 bilhões e o lucro operacional ajustado (EBITDA) a R$ 63,9 bilhões.

Sem considerar ganhos pontuais, o lucro foi de R$ 28,5 bilhões, também superior ao dos três meses anteriores. O EBITDA ajustado, excluindo efeitos excepcionais, chegou a R$ 65,1 bilhões. A empresa destacou que o preço do barril do tipo Brent teve alta de 2% em relação ao segundo trimestre.

Durante o período, a Petrobras investiu R$ 30 bilhões, principalmente em projetos do pré-sal — área de exploração localizada em águas profundas, onde estão as reservas mais produtivas da empresa. O diretor financeiro, Fernando Melgarejo, afirmou que a companhia tem conseguido bons resultados mesmo com preços mais baixos do petróleo. “Aumentamos nossa eficiência, reduzimos as paradas de produção e alcançamos o topo da produção do FPSO Almirante Tamandaré”, disse.

A empresa repassou R$ 68 bilhões em tributos a governos federais, estaduais e municipais no terceiro trimestre. No acumulado do ano, o valor chega a quase R$ 200 bilhões. Também foram aprovados R$ 12,16 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio a acionistas.

A dívida líquida ficou em US$ 59,1 bilhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior. A Petrobras realizou novas captações para reforçar seu caixa.

Entre os destaques operacionais, a produção subiu 5% em comparação com o segundo trimestre e 17% em relação ao mesmo período de 2024. O navio-plataforma FPSO Marechal Duque de Caxias superou sua capacidade nominal, produzindo 200 mil barris por dia, enquanto o FPSO Almirante Tamandaré atingiu 225 mil barris diários, três meses antes do previsto.

No refino, as refinarias operaram em 94% da capacidade, com 69% voltados para produtos de maior valor, como gasolina, diesel e querosene de aviação. A Petrobras também bateu recorde de exportações de petróleo, com média de 814 mil barris por dia, ultrapassando 1 milhão de barris quando somados os derivados.

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