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Petrobras bate o martelo sobre participação na Braskem

Estatal detém 36% da empresa petroquímica e 47% das ações com direito a voto

Créditos: Braskem Brasil
Escrito en ECONOMIA el

A Petrobras declarou que não tem a intenção de adquirir o controle da Braskem, embora avalie oportunidades relacionadas à petroquímica.

Segundo o diretor-financeiro da estatal, Fernando Melgarejo, em coletiva concedida nesta sexta-feira (7), a empresa não pretende ultrapassar 50% de participação no capital da petroquímica, o que caracterizaria a estatização da companhia e implicaria na consolidação da dívida da petroquímica em seu balanço.

A Petrobras atualmente detém 36,1% da Braskem e 47% das ações com direito a voto e considera que o cenário ideal seria ter um parceiro operacional relevante para conduzir a empresa.

Participação na Braskem

A Novonor (antiga Odebrecht), que possui 50,1% das ações ordinárias e 38,3% do capital total da Braskem, já manifestou interesse em vender sua participação. Empresas como Unipar, J&F e a ADNOC, de Abu Dhabi, chegaram a avaliar a compra, mas nenhuma negociação foi concluída.

Sobre as companhias interessadas, em agosto, a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, definiu como uma "surpresa ruim" as negociações entre Braskem e a Unipar sobre "potenciais oportunidades envolvendo ativos e/ou participações societárias" da companhia e suas subsidiárias, o que incluía a possibilidade de venda de ativos nos Estados Unidos.

"Nós temos lá uma questão societária a ser resolvida, mas somos um sócio e não somos pequenos. Temos direito a veto desse negócio. Estranhei muito não dar ciência à Petrobras. O que fizemos foi oficiar a Braskem para sinalizar que os sócios estão aqui e não vamos deixar passar", disse ela, na ocasião.

Crescimento no lucro

Também nesta quarta-feira, a Petrobras anunciou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões entre julho e setembro de 2025, equivalente a cerca de US$ 6 bilhões.

O valor registrado representa um crescimento de 23% em relação ao trimestre anterior, e foi impulsionado pelo aumento da produção e pela leve alta no preço internacional do petróleo.

Com o bom desempenho, o fluxo de caixa operacional foi a R$ 53,7 bilhões e o lucro operacional ajustado (EBITDA), a R$ 63,9 bilhões.

 

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