Brasil perdeu 480 mil postos formais em 2020; 96% das demissões foram de mulheres

Números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) foram ainda mais dramáticos do que os divulgados pelo Caged

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Após revisão dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicar que o número de empregos criados em 2020 foi metade do celebrado pela equipe de Jair Bolsonaro (PL), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), outra base do governo, aponta que o Brasil perdeu 480,3 mil trabalhos formais no primeiro ano de pandemia.

Segundo informações do Valor Econômico, 96,4% das demissões foram de mulheres. Com isso, a proporção de mulheres no estoque de empregos formais em 2020 (43,6%) foi a menor desde 2014 (43,2%), após ganho contínuo de espaço na última década.

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De acordo com a Rais, foram encerrados, no ano passado, 254,2 mil postos celetistas, 215,1 mil estatuários (servidores da administração pública direta ou indireta, não efetivos etc.) e 11 mil “outros”.

O número de estabelecimentos sem nenhum empregado, a chamada “Rais Negativa”, também aumentou de 4,1 milhões para 4,4 milhões entre 2019 e 2020. Houve também o fechamento de 53,3 mil estabelecimentos no ano passado.

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Apenas o setor da construção registrou criação (3.795 novos estabelecimentos). Comércio e serviços foram os que tiveram a maior quantidade de negócios encerrados (26,6 mil e 20,3 mil estabelecimentos, respectivamente).

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Carolina Fortes

Repórter colaborativa no site Emerge Mag e antiga editora-assistente no site da Jovem Pan. Ex-repórter no site Elástica. Formada em jornalismo e faz a segunda graduação em Letras na Universidade de São Paulo (USP). Acredita no jornalismo como forma de impacto social e defende maior inclusão e representatividade.