Brasil tem 14,4 milhões de pessoas desempregadas, diz IBGE

A taxa é recorde da série histórica iniciada em 2012; o levantamento também mostra que o rendimento real caiu 2,5%

De acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,4% no último trimestre (dezembro a fevereiro) e atingiu 14,4% milhões de pessoas. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).

Já a taxa de ocupação ficou estável frente ao trimestre de setembro a novembro de 2020 (14,1%) e apresentou alta de 2,7% em relação ao mesmo período (11,6%).

Segundo o IBGE, a taxa de população desocupada é recorde da série histórica iniciada em 2012, crescendo 2,9% (mais de 400 mil pessoas sem ocupação) e subindo 16,1% (mais de 2,1 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre móvel do ano anterior (12,3 milhões de pessoas).

Por sua vez, a população empregada (85,9 milhões) se manteve estável em relação ao trimestre móvel anterior e caiu 8,3% (menos 7,8 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

O número de pessoas empregadas com carteira de trabalho assinada no setor privado (incluindo trabalhadores domésticos) foi de 29,7 milhões de pessoas, com estabilidade frene ao trimestre anterior e que de 11,7% (menos de 3,9 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2020.

O levantamento do IBGE também registra que o rendimento real habitual (R$ 2.530) caiu 2,5% frente ao trimestre móvel anterior e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2020.

Avatar de Marcelo Hailer

Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).