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09 de junho de 2019, 22h20

Editor do Intercept Brasil diz que #VazaJato apenas começou e rebate nota do MPF

"Os promotores da Lava Jato não são vítimas: eles são o oposto", foi o que respondeu o jornalista Glenn Greenwald à nota emitida pelo MPF sobre #VazaJato; o editor do The Intercept Brasil ainda disse que tem mais coisa por vir

Reprodução
O jornalista Glenn Greenwald, editor fundador do The Intercept Brasil, usou sua conta no Twitter para dizer que a divulgação dos vazamentos obtidos apenas começou e para comentar nota do Ministério Público Federal, que acusa o site de ser tendencioso e “contrariar as melhores práticas jornalísticas”. “O arquivo fornecido pela nossa fonte sobre o Brasil é um dos maiores da história do jornalismo. Ele contém segredos explosivos em chats, áudios, vídeos, fotos e documentos sobre Deltan Dallagnol, Sergio Moro e muitas facções poderosas. Nossas reportagens acabaram de começar”, disse Greenwald. O jornalista ainda comentou nota emitida pelo MPF, dizendo que ela apenas...

O jornalista Glenn Greenwald, editor fundador do The Intercept Brasil, usou sua conta no Twitter para dizer que a divulgação dos vazamentos obtidos apenas começou e para comentar nota do Ministério Público Federal, que acusa o site de ser tendencioso e “contrariar as melhores práticas jornalísticas”.

“O arquivo fornecido pela nossa fonte sobre o Brasil é um dos maiores da história do jornalismo. Ele contém segredos explosivos em chats, áudios, vídeos, fotos e documentos sobre Deltan Dallagnol, Sergio Moro e muitas facções poderosas. Nossas reportagens acabaram de começar”, disse Greenwald.

O jornalista ainda comentou nota emitida pelo MPF, dizendo que ela apenas reafirma o que foi publicado e é contraditória: “MPF/Lava Jato emitiu uma longa declaração sobre nossa reportagem que (a) não negou nada que nós publicamos, incluindo os piores atos deles e (b) confirmou que o material no nosso arquivo é autêntico, o que nós já sabíamos. Ironicamente, as mesmas pessoas que divulgaram as conversas privadas de Lula – incluindo muitas que não tinham nada a ver com assuntos de interesse público – agora estão tentando se colocar como vítimas de uma terrível invasão de privacidade. Lembra?”.

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Greenwald ainda destacou que cumpria seu papel. “Ao contrário da horrível invasão de privacidade que perpetraram, já dissemos que somos jornalistas e, portanto, só publicaremos material relacionado a assuntos públicos, não informações pessoais. Os promotores da Lava Jato não são vítimas; esta reportagem mostra: eles são o oposto”, publicou.

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