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21 de maio de 2019, 17h19

Eduardo Bolsonaro entrevista viúva de Ustra, o maior torturador da ditadura militar

Em mais uma demonstração de desrespeito aos direitos humanos, o deputado federal fez questão de enaltecer Carlos Alberto Brilhante Ustra, considerado o maior torturador da ditadura militar, ao entrevistar Joseíta, viúva do coronel

Reprodução/Twitter
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) resolveu atacar de jornalista e demonstrar, mais uma vez, desrespeito aos direitos humanos e à memória dos mortos e torturados na ditadura militar ao entrevistar Joseíta Ustra, viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. “Sensacional conversa com a Sra. Joseíta Ustra, viúva do Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra. Mais adiante postaremos esse longo bate papo sobre a história dela e do Coronel”, escreveu o parlamentar na legenda de uma foto com Joseíta postada em seu Twitter na tarde desta terça-feira (21). Sensacional conversa com a Sra. Joseíta Ustra, viúva do Cel. Carlos Alberto Brilhante...

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) resolveu atacar de jornalista e demonstrar, mais uma vez, desrespeito aos direitos humanos e à memória dos mortos e torturados na ditadura militar ao entrevistar Joseíta Ustra, viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

“Sensacional conversa com a Sra. Joseíta Ustra, viúva do Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra. Mais adiante postaremos esse longo bate papo sobre a história dela e do Coronel”, escreveu o parlamentar na legenda de uma foto com Joseíta postada em seu Twitter na tarde desta terça-feira (21).

Ustra é reconhecido pela Comissão Nacional da Verdade como o maior torturador da ditadura militar. Chefe do DOI-Codi, o coronel é o responsável pela tortura e morte de mais de 500 pessoas.

A ex-presidenta Dilma Rousseff foi uma das pessoas que sofreu tortura comandada por Ustra. Na sessão que autorizou o impeachment da petista na Câmara dos Deputados, em 2016, o então deputado Jair Bolsonaro dedicou seu voto ao torturado, a quem ele chamou de “o terror de Dilma Rousseff”.

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Uma das práticas preferidas de tortura de Ustra era inserir ratos nas vaginas das mulheres presas pelo regime. Saiba mais no artigo de Amelinha Teles, militante de esquerda que passou por prisão e tortura.

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