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13 de julho de 2019, 09h57

Eduardo Bolsonaro e esposa já possuem passaporte diplomático, diz colunista

Heloísa Wolf Bolsonaro ganhou um passaporte diplomático da Câmara na última terça-feira, dois dias antes do presidente Jair Bolsonaro admitir a indicação do filho para a embaixada nos Estados Unidos

Foto: Reprodução
A esposa de Eduardo Bolsonaro, Heloísa Wolf Bolsonaro, ganhou um passaporte diplomático da Câmara na última terça-feira (09), dois dias antes do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) admitir a indicação do filho para a embaixada nos Estados Unidos. A informação é do colunista Guilherme Amado, da revista Época. O jornalista também afirmou que o passaporte diplomático de Eduardo já estava pronto há tempos: o documento foi emitido em 6 de fevereiro deste ano. A possibilidade do deputado federal se tornar embaixador foi levantada quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou na última quinta-feira (11), em uma coletiva de imprensa, que estava cogitando...

A esposa de Eduardo Bolsonaro, Heloísa Wolf Bolsonaro, ganhou um passaporte diplomático da Câmara na última terça-feira (09), dois dias antes do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) admitir a indicação do filho para a embaixada nos Estados Unidos.

A informação é do colunista Guilherme Amado, da revista Época. O jornalista também afirmou que o passaporte diplomático de Eduardo já estava pronto há tempos: o documento foi emitido em 6 de fevereiro deste ano.

A possibilidade do deputado federal se tornar embaixador foi levantada quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou na última quinta-feira (11), em uma coletiva de imprensa, que estava cogitando nomear o filho.

Em seguida, Eduardo afirmou em coletiva na Câmara que ele está disposto a renunciar ao mandato se o pai o nomear para a embaixada em Washington: “Se o presidente Jair Bolsonaro me confiar essa missão, eu estaria disposto a renunciar ao mandato”.

Para ser um embaixador, é necessário seguir os critérios estabelecidos pela Lei 11.440, de 29 de dezembro de 2006, que diz que o escolhido deve estar entre os ministros da primeira classe ou da segunda classe, segundo a estrutura do Itamaraty.

Veja também:  Rovai: Por que eu sou a favor de Eduardo Bolsonaro embaixador dos EUA

No entanto, em um parágrafo único do artigo 41, a lei também autoriza, excepcionalmente, alguém que não fez carreira no Itamaraty se tornar embaixador, desde que seja brasileiro nato, maior de 35 anos e de “reconhecido mérito e com relevantes serviços prestados ao país”. Eduardo Bolsonaro completou 35 anos na quarta-feira, dia 10 de julho. Quando perguntado se Jair Bolsonaro estava esperando que o filho fizesse aniversário para a indicação, Eduardo respondeu que era apenas uma “coincidência”.

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