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26 de novembro de 2018, 20h33

Eduardo Bolsonaro propõe congelamento de bens de cubanos e venezuelanos

Em viagem aos Estados Unidos, depois de reunião no Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, deputado e filho do presidente eleito diz que combate “a ditaduras” sairá da parceria entre Itamaraty e Sérgio Moro

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Eduardo Bolsonaro, em visita aos Estados Unidos, participou de uma reunião com assessores do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca. Na oportunidade, o deputado afirmou que estuda parcerias com os EUA para pesquisar crimes financeiros das “ditaduras venezuelana e cubana”, de acordo com Henrique Gomes Batista de O Globo. “Existem diversos instrumentos que o Brasil por anos, de maneira proposital, não levou a sério. São instrumentos que estão à mão. O juiz Sérgio Moro sabe melhor do que ninguém sobre lavagem de capitais, combate ao crime organizado, convenção de Palermo. E junto com a...

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Eduardo Bolsonaro, em visita aos Estados Unidos, participou de uma reunião com assessores do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca. Na oportunidade, o deputado afirmou que estuda parcerias com os EUA para pesquisar crimes financeiros das “ditaduras venezuelana e cubana”, de acordo com Henrique Gomes Batista de O Globo.

“Existem diversos instrumentos que o Brasil por anos, de maneira proposital, não levou a sério. São instrumentos que estão à mão. O juiz Sérgio Moro sabe melhor do que ninguém sobre lavagem de capitais, combate ao crime organizado, convenção de Palermo. E junto com a equipe do embaixador Ernesto Araújo, tem muita coisa nessa área. Se você for congelar tudo aquilo que remete e passa pelas ditaduras cubana e venezuelana, pode dar um calote muito grande nesses ditadores”, disse.

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O filho de Jair Bolsonaro afirmou que está estudando parcerias com o governo norte-americano. No Brasil, de acordo com ele, a ação poderá ser coordenada pelo Itamaraty e o novo superministério da Justiça, que será comandado pelo futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro.

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“E se não for possível, estamos aqui costurando para que haja um tratado internacional nesse sentido. Tudo o que for possível. Os detalhes são os ministros que vão dar para vocês, mas certamente está na nossa ideia esse tipo de congelamento. Enfim, tudo aquilo que faz o povo passar fome, a gente pretende congelar”, destacou.

A diplomacia brasileira, historicamente, só aplica sanções definidas em organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) ou Organização dos Estados Americanos (OEA). No entanto, com o perfil de extrema direita do futuro governo, medidas do tipo das que foram propostas pelo filho de Jair Bolsonaro podem ser tomadas.

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