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07 de dezembro de 2015, 15h40

Em assembleia, alunos decidem manter luta contra reorganização ‘até o fim’

Estudantes querem a revogação completa da reorganização do ensino em São Paulo e punição por agressões sofridas. Ato em apoio ao movimento foi marcado para quarta-feira (9).

Estudantes querem a revogação completa da reorganização do ensino em São Paulo e punição por agressões sofridas. Ato em apoio ao movimento foi marcado para quarta-feira (9) Por Rede Brasil Atual Cerca de 100 representantes de escolas ocupadas de todo o estado de São Paulo se reuniram na tarde de ontem (6) na Cefam Diadema, a primeira das escolas ocupadas por alunos em protesto contra o projeto de reorganização do ensino proposto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), no dia 9 de novembro. O encontro definiu a continuidade do movimento, que exige a revogação permanente do projeto, bem como a punição dos...

Estudantes querem a revogação completa da reorganização do ensino em São Paulo e punição por agressões sofridas. Ato em apoio ao movimento foi marcado para quarta-feira (9)

Por Rede Brasil Atual

Cerca de 100 representantes de escolas ocupadas de todo o estado de São Paulo se reuniram na tarde de ontem (6) na Cefam Diadema, a primeira das escolas ocupadas por alunos em protesto contra o projeto de reorganização do ensino proposto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), no dia 9 de novembro.

O encontro definiu a continuidade do movimento, que exige a revogação permanente do projeto, bem como a punição dos agentes de segurança envolvidos em episódios de agressão a estudantes e também convoca um ato público para a tarde de quarta (9), em local a ser divulgado.

Os estudantes querem que Alckmin declare a revogação da reorganização em “um pronunciamento claro e concreto”, em uma audiência pública.

Ao fim da reunião, estudantes leram em conjunto um pronunciamento em que firmaram sua posição.

Leia a íntegra:

“Nós, estudantes secundaristas, após o encontro estadual das escolas ocupadas, no dia 6 de de dezembro, anunciamos que continuaremos na luta, seja ocupando as escolas ou as ruas

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“A força dos estudantes já foi provada, uma vez que o governador teve de recuar do projeto e o secretário teve de deixar o cargo. Uma grande derrota, imposta pelos estudantes.

“Exigimos que a reorganização escolar seja permanentemente cancelada, que o governador Geraldo Alckmin faça um pronunciamento claro e concreto, através de uma audiência pública amplamente convocada.

“Exigimos punição dos policiais que agrediram ou ameaçaram estudantes e o fim de todos os processos contra estudantes, funcionários, professores ou apoiadores. Que não sejam perseguidos ou criminalizados pela direção ou qualquer meio de repressão.

“Convocamos todas as unidades para um grande ato em apoio às escolas ocupadas, quarta-feira, dia 9, às cinco horas da tarde.”

O resultado da reunião reafirma a posição declarada na sexta-feira (4), logo após o governador declarar a suspensão do plano. “Antes de desocupar, precisamos de outras garantias importantes, como a liberdade de todos os manifestantes atualmente presos e a não punição de ninguém envolvido na luta (…) Consolidando nossa vitória, nada será como antes para nossa luta em 2016, que deve continuar”, mostrava um post da página Não Fechem Minha Escola, no Facebook.

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Os estudantes secundaristas de São Paulo estão mobilizados desde setembro, quando o governo estadual anunciou o projeto, que envolve fechamento de 93 escolas, transferências compulsórias de cerca de 311 mil alunos, superlotação e demissão de professores.

Após uma série de atos e passeatas, em que pediam a abertura de um canal de diálogo com a secretaria de Educação, uma série de escolas passaram a ser ocupadas pelos próprios alunos. Atualmente, o número de unidades ocupadas passa de 200, segundo balanço da Apeoesp, o sindicato dos professores da rede pública estadual.

Foto de capa: Jornalistas Livres

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