Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

14 de março de 2019, 11h56

Em ato na Câmara, parlamentares pedem justiça e identificação de mandantes do assassinato de Marielle

Parlamentares do PSOL apostam na continuidade das manifestações como forma de pressionar a Justiça para se descobrir quem mandou matar Marielle Franco

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Um ato na manhã desta quinta-feira (14) na Câmara dos Deputados marcou um ano do assassinato da vereadora e ativista pelos direitos humanos Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes. Marielle se tornou um símbolo da luta contra a desigualdade social, o racismo e a homofobia no país.

Parlamentares cobraram da Justiça uma resposta sobre os mandantes do crime. Segundo a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS) é urgente que os órgãos competentes dêem uma resposta ao povo brasileiro sobre esse atentado à democracia.

“Nós esperamos Justiça. Um crime com vinculação política de organizações criminosas do Rio, que possuem tentáculos na política e na polícia não pode ficar sem resposta. Esperamos que todo o contexto em torno desse crime bárbaro seja esclarecido”, ressaltou.

Já o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ponderou como necessária a continuidade das mobilizações para que a Justiça chegue o quanto antes aos nomes de quem mandou apertar o gatilho.

“Muitos tentaram enterrar a investigação para que não fosse descoberto quem foram os executores de Marielle e Anderson. Essa é a nossa tarefa, incentivar o controle externo e o acompanhamento das investigações, inclusive com apoio da sociedade civil e de organismos internacionais, em busca de respostas”.

Veja também:  Haddad estreia programa de entrevistas nesta segunda-feira

Supostos participantes do crime presos

Um ano após a tragédia que consternou o Brasil, duas pessoas foram detidas esta semana: Ronnie Lessa, sargento reformado da Polícia Militar e suspeito de ser o autor dos disparos, e Élcio Vieira de Queiroz, ex-sargento da PM (foi expulso da corporação) e acusado de dirigir o automóvel de onde os tiros partiram.

De acordo com o Ministério Público, a vereadora teria sido assassinada pela sua atuação política e pelas causas que defendia. Outras hipóteses, no entanto, não estão descartadas. As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil tenta descobrir possíveis mandantes e outros envolvidos.

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum