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17 de maio de 2019, 19h30

Em demonstração de fraqueza do governo, deputados apresentarão novo projeto de reforma da Previdência

Grupo de deputados, incluindo até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu abandonar o texto encaminhado pela equipe econômica em fevereiro

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Em mais uma demonstração de fraqueza do governo de Jair Bolsonaro, um grupo de deputados, incluindo até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu apresentar um novo projeto de reforma da Previdência, abandonando o texto encaminhado pela equipe econômica em fevereiro. Conforme o deputado Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da Comissão Especial da Câmara, que analisa a reforma da Previdência, a decisão ocorreu nesta quinta-feira (16), durante encontro na residência de Maia. Participaram líderes dos partidos do Centrão. “Dentro da lógica de blindar a pauta econômica e de dar um protagonismo maior à Câmara dos Deputados, já que é a...

Em mais uma demonstração de fraqueza do governo de Jair Bolsonaro, um grupo de deputados, incluindo até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu apresentar um novo projeto de reforma da Previdência, abandonando o texto encaminhado pela equipe econômica em fevereiro.

Conforme o deputado Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da Comissão Especial da Câmara, que analisa a reforma da Previdência, a decisão ocorreu nesta quinta-feira (16), durante encontro na residência de Maia. Participaram líderes dos partidos do Centrão.

“Dentro da lógica de blindar a pauta econômica e de dar um protagonismo maior à Câmara dos Deputados, já que é a Câmara dos Deputados que tem assumido a responsabilidade de enfrentar as reformas estruturantes que o país precisa, nós hoje consideramos como hipótese a ideia de um projeto substitutivo ao projeto encaminhado pelo governo”, disse Ramos.

Ainda de acordo com o parlamentar, a ideia tem, de fato, conotação política, pois a relação entre Legislativo e Executivo é completamente desgastada. “Este é um governo que desconsidera completamente o Parlamento”, destacou.

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Risco

Ramos acrescentou que a reforma, em sua avaliação, é muito importante para o País. “Não podemos correr o risco de não ser aprovada porque o deputado antipatiza com o governo Bolsonaro”, acrescentou.

“Vamos trabalhar para que ao final o relatório da reforma da Previdência possa ser votado da forma mais equilibrada. Nós teremos a oportunidade de avançar em uma pauta que dialogue com a agenda do país, que é previdência, tributária e novo pacto federativo”, afirmou Silvio Costa Filho (PRB-CE), vice-presidente da Comissão Especial.

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