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22 de março de 2017, 16h31

Em discurso duro, Janot acusa Gilmar Mendes de sofrer ‘disenteria verbal’

Procurador-geral da República afirmou ainda que o ministro do STF possui 'decrepitude moral' e tenta deslegitimar as investigações de corrupção no meio político.

Procurador-geral da República afirmou ainda que o ministro do STF possui ‘decrepitude moral’ e tenta deslegitimar as investigações de corrupção no meio político Por Redação Nesta quarta-feira (22), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de sofrer de decrepitude moral e disenteria verbal. O discurso duro foi feito em resposta à acusação de Mendes de que procuradores teriam convocado uma entrevista coletiva em off na última semana para vazar os nomes dos políticos suspeitos de receber propina da empresa Odebrecht. Para Janot, a provocação foi feita para deslegitimar as investigações de corrupção no meio...

Procurador-geral da República afirmou ainda que o ministro do STF possui ‘decrepitude moral’ e tenta deslegitimar as investigações de corrupção no meio político

Por Redação

Nesta quarta-feira (22), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de sofrer de decrepitude moral e disenteria verbal. O discurso duro foi feito em resposta à acusação de Mendes de que procuradores teriam convocado uma entrevista coletiva em off na última semana para vazar os nomes dos políticos suspeitos de receber propina da empresa Odebrecht.

Para Janot, a provocação foi feita para deslegitimar as investigações de corrupção no meio político, já que o ataque foi direcionado apenas ao Ministério Público, ignorando o uso do off no Palácio, no Congresso e no próprio STF.

“Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios. Mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e instrumentos legítimos de comunicação institucional”, afirmou durante um encontro de procuradores regionais eleitorais na Escola Superior do Ministério Público.

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Apesar de não mencionar o nome de Gilmar Mendes, Janot deu todas as indicações de quem seria o seu alvo. Além disso, ele declarou que a informação sobre a coletiva é mentirosa. “Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar todos a sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado”, completou.

Foto: Fotos Públicas

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