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07 de abril de 2015, 16h53

Em frente ao Congresso, polícia ataca manifestantes contrários ao PL da terceirização

Manifestantes de centrais sindicais e movimentos sociais que fazem protesto contra o PL foram atacados pela Polícia Legislativa, que teria começado a confusão disparando um tiro no chão. Ao menos três pessoas ficaram feridas com as bombas e gás de pimenta; presidente da CUT fala em "infiltrados" no ato; confira imagens

Manifestantes de centrais sindicais e movimentos sociais que fazem protesto contra o PL foram atacados pela Polícia Legislativa, que teria começado a confusão disparando um tiro no chão. Ao menos três pessoas ficaram feridas com as bombas e gás de pimenta; presidente da CUT fala em “infiltrados” no ato; confira imagens  Por Ivan Longo   Trabalhadores de centrais sindicais e movimentos sociais foram atacados pela Polícia Legislativa e pela Polícia Militar na tarde desta terça-feira (7) em Brasília. Cerca de 4 mil pessoas estão reunidas em frente ao Congresso Nacional para se manifestar contra a votação do Projeto de Lei...

Manifestantes de centrais sindicais e movimentos sociais que fazem protesto contra o PL foram atacados pela Polícia Legislativa, que teria começado a confusão disparando um tiro no chão. Ao menos três pessoas ficaram feridas com as bombas e gás de pimenta; presidente da CUT fala em “infiltrados” no ato; confira imagens 

Por Ivan Longo  

Trabalhadores de centrais sindicais e movimentos sociais foram atacados pela Polícia Legislativa e pela Polícia Militar na tarde desta terça-feira (7) em Brasília. Cerca de 4 mil pessoas estão reunidas em frente ao Congresso Nacional para se manifestar contra a votação do Projeto de Lei (PL) 4330/04, que visa legalizar por completo a terceirização do mercado de trabalho.

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De acordo com Pascoal Neto, secretário geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que estava no ato, a confusão começou quando um agente da Polícia Legislativa resolveu fazer um disparo de arma, sem motivo aparente, contra o chão.

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“Fomos conversar com ele para saber o que estava acontecendo e chegaram mais policiais, que começaram a bater no pessoal com cassetete e disparar gás de pimenta”, informou, contando ainda que chegou a ser atingido por um dos sprays. A Polícia Militar teria chegado ao local depois e, após mais alguns momentos de tensão, a situação teria sido apaziguada em conversa com os manifestantes.

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Segundo o líder sindical, ao menos três trabalhadores  ficaram feridos. “A truculência da polícia foi muito forte, sem sentido algum”, aponta.

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Do alto do carro de som, o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT),Vagner Freitas, chegou a chamar a atenção da PM por conta da violência contra os manifestantes. Ele sugeriu ainda que pudessem haver “infiltrados” no meio do ato.

“Coronel , esse ato é de trabalhadores, mas pode ter gente infiltrada dos empresários, ou até um policial que pode estar aqui provocando confusão. Por favor, identifique! Estamos aqui pra lutar contra o PL. É essa luta que faz o Brasil avançar”, afirmou.

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Mobilizações 

Pela manhã, dirigentes da CUT e da CTB tiveram reuniões com o secretário-geral da Presidência da República, Miguel Rosseto; com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e com lideranças do PT e do PCdoB. A ideia era tentar tirar da pauta a votação do PL 4330/04, que Cunha havia prometido colocar ainda hoje em discussão.

Sem sucesso com o presidente da Câmara, as centrais sindicais lutam agora para que Rosseto e lideranças do PT e do PCdoB consigam negociar para que não seja votada a urgência do projeto. “Hoje eles estão votando a urgência da 4.330, mas nunca antes votaram a urgência de PL de direitos dos trabalhadores”, disse o presidente da CUT.

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“Estamos vivendo um momento decisivo no Brasil e se o PL for aprovado do jeito que está, todos os trabalhadores podem ser demitidos uma vez que as empresas podem contratar terceirizadas a salários mais baixos”, completou.

Foto: Igor Carvalho

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