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12 de julho de 2016, 14h38

Em mais um ataque, três Guarani Kaiowá são baleados; um deles está em estado grave

Caso ocorreu no município de Caarapó (MS); segundo os indígenas, grupo estava dançando e rezando quando avistou um trator e quatro caminhonetes com homens armados rondando o acampamento.

Caso ocorreu no município de Caarapó (MS); segundo os indígenas, grupo estava dançando e rezando quando avistou um trator e quatro caminhonetes com homens armados rondando o acampamento Por Redação* Quatro caminhonetes e um trator com homens armados atacaram novamente os indígenas Guarani Kaiowá na noite desta segunda- feira (11) no município de Caarapó (MS). Três pessoas foram atingidas com tiros de armas de fogo: um adulto e dois adolescentes. Um deles, de 17 anos, está em estado grave. O ataque ocorreu sob a presença na região da Força Nacional de Segurança. O local é foco de tensão entre indígenas...

Caso ocorreu no município de Caarapó (MS); segundo os indígenas, grupo estava dançando e rezando quando avistou um trator e quatro caminhonetes com homens armados rondando o acampamento

Por Redação*

Quatro caminhonetes e um trator com homens armados atacaram novamente os indígenas Guarani Kaiowá na noite desta segunda- feira (11) no município de Caarapó (MS). Três pessoas foram atingidas com tiros de armas de fogo: um adulto e dois adolescentes. Um deles, de 17 anos, está em estado grave. O ataque ocorreu sob a presença na região da Força Nacional de Segurança.

O local é foco de tensão entre indígenas e fazendeiros. No mês passado, o agente de saúde indígena Clodiodi de Souza foi morto por fazendeiros em um outro ataque. De acordo com os Kaiowá, por volta das 21 horas de ontem, as famílias do Guapoy estavam dançando guaxiré e rezando quando avistaram um trator do tipo pá-carregadeira e quatro caminhonetes rondando a área, além de sons de disparos.

Cerca de uma hora depois, os dois veículos foram se aproximando do acampamento. “Eles vinham bem devagarzinho. Na frente, a ‘concha’ [trator] com os faróis acesos. Atrás, as caminhonetes, de luzes apagadas. Aí eles começaram a gritar ‘sai daí, seus vagabundos’, e vinham na nossa direção”, relata um dos sobreviventes.

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“Aí desligou as luzes da ‘concha’, e ligou das caminhonetes. Foi aí que dois homens dentro da ‘concha’ apareceram e começaram a atirar, e outros das caminhonetes também saíram atirando, e a gente saiu tudo correndo”, continua outro indígena, também atingido pelos tiros.

A equipe médica do posto de saúde da reserva Tey’ikue, onde estão sendo atendidas as vítimas, na manhã desta terça (12), disse que os projéteis aparentam ser ao menos de calibre 38. O garoto de 17 anos apresenta sinais de atelectasia e precisa ser levado a um hospital com urgência.

Os indígenas afirmam reconhecer ao menos quatro dos homens que os atacaram à noite como proprietários e funcionários de fazendas da região.

*Com informações do Instituto Socioambiental (ISA)

Foto de Capa: Instituto Socioambiental

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