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10 de junho de 2019, 18h38

Em meio a Vaza Jato, Corregedoria do MP instaura processo contra Dallagnol

Coordenador da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba será julgado por sua interferência na eleição para o Senado

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Além de dar explicações sobre a sua troca de mensagens com o, agora, ministro Sérgio Moro durante o processo de julgamento do ex-presidente Lula, reveladas em uma série de reportagens do site The Intercept Brasil, Deltan Dallgnol terá que enfrentar a Corregedoria Nacional do Ministério Público. O promotor é acusado de atuar política e partidariamente durante as eleições para a presidência do Senado este ano. Nas suas redes sociais Deltan fez várias postagens indicando ser contra o nome de Renan Calheiros (PMBD-AL) para ocupar o cargo no Congresso. A medida não foi bem vista dentro do Ministério Público. O Corregedor Orlando...

Além de dar explicações sobre a sua troca de mensagens com o, agora, ministro Sérgio Moro durante o processo de julgamento do ex-presidente Lula, reveladas em uma série de reportagens do site The Intercept Brasil, Deltan Dallgnol terá que enfrentar a Corregedoria Nacional do Ministério Público. O promotor é acusado de atuar política e partidariamente durante as eleições para a presidência do Senado este ano.

Nas suas redes sociais Deltan fez várias postagens indicando ser contra o nome de Renan Calheiros (PMBD-AL) para ocupar o cargo no Congresso. A medida não foi bem vista dentro do Ministério Público. O Corregedor Orlando Rochadel instaurou, nesta segunda-feira (10), processo adminsitrativo disciplinar contra Dallagnol. A decisão será submetida ao plenário do CNMP.

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“As publicações tratadas, portanto, revelam-se indevidas no âmbito disciplinar, já que violam a dignidade do cargo e o decoro que deve guardar o membro em atenção ao prestígio do Ministério Público e da Justiça”, declarou Rochadel. Em seu voto, o corregedor afirmou que o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba “buscou, fora de suas atribuições legais, interferir na eleição para a presidência do Senado Federal”.

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O pedido de investigação contra Deltan foi feito por quatro integrantes do Conselho. A solicitação é assinada por Erick Venâncio, presidente da OAB do Acre, Leonardo Accioly, da OAB do estado de Pernambuco, Gustavo Rocha, ex-ministro de Direitos Humanos durante o governo de Michel Temer e Luiz Fernando Bandeira de Mello, secretário-geral da Mesa do Senado.

 

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