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04 de junho de 2019, 19h47

Em novo ataque do governo, Capes anuncia corte de 2,7 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado

“O novo corte da Capes afetará principalmente Norte e Nordeste, áreas com maior número de cursos 3 e 4, devido às maiores dificuldades financeiras”, diz a Associação Nacional de Pós-Graduandos

Foto: Agência Brasil
O desmonte na Educação promovido pelo governo de Jair Bolsonaro continua. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) anunciou, nesta terça-feira (4), o corte de mais 2,7 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Os cortes atingem cursos com conceito nota 3 e valem para bolsas que seriam futuramente concedidas. O bloqueio não alcança estudantes que atualmente recebam o benefício. Serão cortadas: 2.331 bolsas de mestrado, 335 de doutorado e 58 de pós-doutorado. Com o segundo anúncio de cortes, a Capes reduziu um total de 6.198 bolsas, desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência. O novo bloqueio...

O desmonte na Educação promovido pelo governo de Jair Bolsonaro continua. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) anunciou, nesta terça-feira (4), o corte de mais 2,7 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Os cortes atingem cursos com conceito nota 3 e valem para bolsas que seriam futuramente concedidas. O bloqueio não alcança estudantes que atualmente recebam o benefício.

Serão cortadas: 2.331 bolsas de mestrado, 335 de doutorado e 58 de pós-doutorado.

Com o segundo anúncio de cortes, a Capes reduziu um total de 6.198 bolsas, desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência. O novo bloqueio significa uma redução de R$ 4 milhões em 2019 e, até 2020, deve representar R$ 35 milhões.

Críticas

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), por meio de nota, fez críticas à decisão. “O novo corte da Capes afetará principalmente Norte e Nordeste, áreas com maior número de cursos 3 e 4, devido às maiores dificuldades financeiras. A medida agrava ainda mais a concentração da pesquisa no centro-sul e perpetua as desigualdades regionais do país”.

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