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12 de maio de 2015, 13h30

Em sabatina no Senado, Fachin começa destacando valores da família e importância da democracia

"Creio nos valores republicanos e no firme respeito às leis e às instituições. Creio no futuro mais justo e com mais segurança jurídica", afirmou o jurista, indicado de Dilma Rousseff (PT) para a vaga de Joaquim Barbosa ao STF

“Creio nos valores republicanos e no firme respeito às leis e às instituições. Creio no futuro mais justo e com mais segurança jurídica”, afirmou o jurista, indicado de Dilma Rousseff (PT) para a vaga de Joaquim Barbosa ao STF Da Agência Senado O jurista Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff ao Supremo Tribunal Federal, iniciou sua apresentação aos senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta terça-feira (12), lembrando a infância simples no Sul do país, reafirmando seu compromisso com a democracia e destacando a importância dos valores da família. — Me orgulho de ter vendido laranja...

“Creio nos valores republicanos e no firme respeito às leis e às instituições. Creio no futuro mais justo e com mais segurança jurídica”, afirmou o jurista, indicado de Dilma Rousseff (PT) para a vaga de Joaquim Barbosa ao STF

Da Agência Senado

O jurista Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff ao Supremo Tribunal Federal, iniciou sua apresentação aos senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta terça-feira (12), lembrando a infância simples no Sul do país, reafirmando seu compromisso com a democracia e destacando a importância dos valores da família.

— Me orgulho de ter vendido laranja na carroça de meu avô. Perdi o pai cedo e sobrevivi com a mão firme de minha família. As vidas familiar e acadêmica me acudiram e aqui sou resultado de 57 anos de vida, firme nas minhas convicções democráticas — afirmou.

Fachin disse estar compromissado com a independência dos Poderes e garantias e direitos individuais. Segundo ele, todos aprenderam com o século 20, quando a democracia foi vitoriosa e venceu paixões e ideologias.

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— Creio no valor da família porque os pratico. Creio nos valores republicanos e no firme respeito às leis e às instituições. Creio no futuro mais justo e com mais segurança jurídica — disse.

Disputa

A sabatina foi aberta com muitas reclamações dos senadores sobre os procedimentos formais que seriam adotados na audiência. Eles também reivindicaram mais tempo para apresentação das perguntas. As discussões duraram 1h40.

— Não é possível que a presidente leve nove meses para indicar um nome e agora tenhamos nove minutos para formulação das perguntas — reclamou Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que oposicionistas pretendiam adiar a arguição por interesses políticos e partidários. Ela reclamou da postura dos colegas e pediu desculpas ao candidato, que teve de esperar enquanto questões formais eram definidas.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) apresentou uma questão de ordem, alegando que Fachin não poderia ter advogado de forma privada enquanto atuava como procurador do estado do Paraná porque a Constituição estadual promulgada em 1989 proibia a prática. O parlamentar pediu que a indicação fosse suspensa pelo fato de o candidato não preencher todos os requisitos constitucionais.

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Participação

A sabatina está aberta à participação popular. De todo o país, as pessoas podem enviar informações ou dúvidas a serem feitas ao indicado por meio do portal e-cidadania do Senado.

Direito Civil

Advogado e professor de Direito Civil, Luiz Fachin é gaúcho, mas estudou e fez carreira profissional no Paraná. Titular da Universidade Federal do Paraná, fez mestrado e doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pós-doutorado no Canadá e é pesquisador convidado do Instituto Max Planck, da Alemanha.

(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

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