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04 de abril de 2019, 13h43

Em telegrama à ONU, governo Bolsonaro nega golpe de 64 e diz que militares afastaram “ameaça comunista”

No comunicado oficial, governo Bolsonaro afirma que os 21 anos de governos militares foram necessários "para afastar a crescente ameaça de uma tomada comunista do Brasil e garantir a preservação das instituições nacionais, no contexto da Guerra Fria"

Ditadura de Bolsonaro deve ser enfrentada nas ruas (Montagem)
Em telegrama à Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta quinta-feira (4) em reportagem de Ricardo Senra, da BBC Brasil, o governo Jair Bolsonaro (PSL) afirma que “não houve golpe de Estado” em 31 de março de 1964 e que os 21 anos de governos militares foram necessários “para afastar a crescente ameaça de uma tomada comunista do Brasil e garantir a preservação das instituições nacionais, no contexto da Guerra Fria”. O governo afirma que “os anos 1960-70 foram um período de intensa mobilização de organizações terroristas de esquerda no Brasil e em toda a América Latina” e que a...

Em telegrama à Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta quinta-feira (4) em reportagem de Ricardo Senra, da BBC Brasil, o governo Jair Bolsonaro (PSL) afirma que “não houve golpe de Estado” em 31 de março de 1964 e que os 21 anos de governos militares foram necessários “para afastar a crescente ameaça de uma tomada comunista do Brasil e garantir a preservação das instituições nacionais, no contexto da Guerra Fria”.

O governo afirma que “os anos 1960-70 foram um período de intensa mobilização de organizações terroristas de esquerda no Brasil e em toda a América Latina” e que a derrubada do então presidente João Goulart contou com o apoio da “maioria da população”.

O telegrama confidencial, enviado pelo Itamaraty nesta quarta-feira, foi endereçado a Fabian Salvioli, relator especial da ONU sobre Promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição. O texto é uma resposta a críticas feitas pelo relator Salvioli na última sexta-feira aos planos do governo de celebração do 31 de março, então classificadas como “imorais e inadmissíveis”.

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Na oportunidade, o argentino afirmou em comunicado que “tentativas de revisar a história e justificar ou relevar graves violações de direitos humanos do passado devem ser claramente rejeitadas por todas as autoridades e pela sociedade como um todo”.

Leia a reportagem completa na BBC Brasil

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