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07 de maio de 2015, 15h30

Em vídeo, Cerveró contesta Moro, que não dá explicações sobre prisão do ex-diretor da Petrobras

"Essa investigação foi feita a partir de uma denúncia de revista. Achei que a Polícia Federal trabalhasse com coisas mais sólidas", disse em audiência o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, preso preventivamente há cinco meses

“Essa investigação foi feita a partir de uma denúncia de revista. Achei que a Polícia Federal trabalhasse com coisas mais sólidas”, disse em audiência o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, preso preventivamente há cinco meses Por Redação Em vídeo que circula pela internet, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, contesta o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, sobre os motivos de sua prisão preventiva, que se estende desde janeiro. “Essa investigação foi feita a partir de uma denúncia de revista. Achei que a Polícia Federal trabalhasse com coisas mais sólidas”, afirma o ex-executivo...

“Essa investigação foi feita a partir de uma denúncia de revista. Achei que a Polícia Federal trabalhasse com coisas mais sólidas”, disse em audiência o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, preso preventivamente há cinco meses

Por Redação

Em vídeo que circula pela internet, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, contesta o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, sobre os motivos de sua prisão preventiva, que se estende desde janeiro.

“Essa investigação foi feita a partir de uma denúncia de revista. Achei que a Polícia Federal trabalhasse com coisas mais sólidas”, afirma o ex-executivo da estatal em audiência conduzida pela Justiça Federal nesta terça-feira (5). Ele se refere à uma reportagem da revista Veja, publicada em setembro de 2014, cuja tese era de que Cerveró era proprietário de uma offshore uruguaia que teria movimentado milhões de reais para comprar e reformar o seu apartamento em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.

“Tem mais do que a revista, né, senhor Nestor”, responde Moro. Quando Cerveró pergunta quais seriam os demais fatos que pesam contra ele, o juiz se limitou a dizer que “não discutiria” as provas.

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Cerveró continua questionando Moro. Argumenta que nenhuma das acusações foi efetivamente provada, e pergunta porque não pode aguardar o julgamento em liberdade ou prisão domiciliar. O magistrado não explica as razões, diz apenas que “vai avaliar a questão”, que “não discutirá suas decisões judiciais” com o réu, tentando terminar a conversa a todo momento. “O interrogado aqui é o senhor”, finaliza.

O ex-diretor da Petrobras está detido em prisão preventiva desde janeiro de 2015.

Nestor Cerveró empareda Moro from zcarlos on Vimeo.

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

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