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07 de julho de 2019, 12h25

Enquanto ignora morte de João Gilberto, Bolsonaro comemora condenação de Zé de Abreu

Presidente não fez sequer uma postagem sobre a morte do pai da bossa nova, que vem repercutindo no mundo inteiro, mas usou o Twitter para "comemorar" o fato de o ator Zé de Abreu ter sido condenado a indenizar o hospital Albert Einstein

Foto: Reprodução
Alheio ao Brasil e o mundo, que neste domingo (7) choram a morte do cantor e compositor João Gilberto, falecido no sábado (6), o presidente Jair Bolsonaro tem usado seu tempo para tratar de outras prioridades em sua agenda. Em silêncio nas redes sociais sobre a morte do pai da bossa nova, o capitão da reserva se limitou a dizer que o cantor “era uma pessoa conhecida” quando perguntado por jornalistas. Já a notícia de que o ator José de Abreu foi condenado a indenizar o hospital Albert Einstein chamou mais a atenção do presidente, que dedicou uma postagem ao...

Alheio ao Brasil e o mundo, que neste domingo (7) choram a morte do cantor e compositor João Gilberto, falecido no sábado (6), o presidente Jair Bolsonaro tem usado seu tempo para tratar de outras prioridades em sua agenda.

Em silêncio nas redes sociais sobre a morte do pai da bossa nova, o capitão da reserva se limitou a dizer que o cantor “era uma pessoa conhecida” quando perguntado por jornalistas.

Já a notícia de que o ator José de Abreu foi condenado a indenizar o hospital Albert Einstein chamou mais a atenção do presidente, que dedicou uma postagem ao assunto.

“O hospital, que atende muitas pessoas, acionou a justiça após ser acusado irresponsavelmente pelo indivíduo de fazer parte de uma conspiração para forjar a facada que levei de um ex-membro do PSOL”, escreveu, ao lado de seu tradicional emoji de sinal de positivo.

Zé de Abreu publicou no Twitter um post em que associava a facada em Bolsonaro a uma suposta conspiração envolvendo o Mossad, serviço secreto israelense, e o hospital. Apagou a postagem logo depois. Ainda assim, foi acionado pelo hospital e perdeu em primeira instância. Zé de Abreu poderá recorrer da decisão.

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