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17 de novembro de 2016, 14h33

Entidades repudiam agressão a Caco Barcellos

O repórter da TV Globo foi agredido quando cobria o protesto dos servidores na tarde da última quarta-feira (17) em frente a Alerj Por Redação Entidades de jornalistas e de veículos de imprensa se posicionaram contra a agressão sofrida pelo repórter Caco Barcellos, da TV Globo, quando cobria o protesto dos servidores na tarde da última quarta-feira (17) em frente a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), no centro da cidade. Caco foi agredido com garrafas, cones de trânsito, pedras e precisou se abrigar em um prédio. A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) diz que “a livre informação é a...

O repórter da TV Globo foi agredido quando cobria o protesto dos servidores na tarde da última quarta-feira (17) em frente a Alerj

Por Redação

Entidades de jornalistas e de veículos de imprensa se posicionaram contra a agressão sofrida pelo repórter Caco Barcellos, da TV Globo, quando cobria o protesto dos servidores na tarde da última quarta-feira (17) em frente a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), no centro da cidade.

Caco foi agredido com garrafas, cones de trânsito, pedras e precisou se abrigar em um prédio. A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) diz que “a livre informação é a principal arma de uma sociedade em luta democrática” e pedem que os manifestantes “respeitem o trabalho de imprensa”.

“A Abraji repudia esses ataques e apela aos manifestantes que preservem o trabalho da imprensa. A livre informação é a principal arma de uma sociedade em luta democrática. A Abraji orienta os repórteres a registrarem as agressões junto à Polícia Civil, e pede que os agentes investiguem as ocorrências. Aos policiais militares, a Abraji pede que ajude os profissionais da imprensa a fazerem a cobertura dos protestos com segurança”, escreveram.

Veja também:  Interdição Já!, por Marcelo Uchôa

A Associação Nacional de Jornais, a Associação Brasileira de Emissoras e Rádio e TV e a Associação Nacional de Editores de Revistas escreveram uma nota conjunta classificando o episódio como “intolerável”.

“É intolerável que todo e qualquer cidadão, em especial os profissionais de comunicação, sofram ameaças ou agressões durante coberturas jornalísticas. Impedir a atuação da imprensa é uma afronta ao direito constitucional da sociedade de acesso às informações de interesse público”.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que “se posicionar contra a manipulação da grande imprensa não pode se confundir com agredir os seus profissionais”.

“Lamentável a agressão sofrida pelo jornalista Caco Barcellos. Denunciar a manipulação da “grande” imprensa não pode nunca se confundir com agredir os seus profissionais. Se a Globo tem a sua parcela de responsabilidade pela escalada da intolerância, é dever de quem defende a democracia rechaçar esta violência. Minha solidariedade ao repórter”, escreveu em sua página do Facebook.

Veja o vídeo que mostra o repórter sendo agredido:

Foto de Capa: Alex Ribeiro/Facebook

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