Imprensa livre e independente
29 de maio de 2019, 17h57

Ernesto Araújo desqualifica aquecimento global e defende agronegócio

Ministro das Relações Exteriores voltou a dizer que o aquecimento global não é relevante e ainda afirmou que o papel do agronegócio no desmatamento da Amazônia é manipulação política

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Em sessão da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, realizada nesta quarta-feira (29), o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, voltou a desqualificar a tese do aquecimento global e minimizou o papel do agronegócio no desmatamento da Amazônia. Citando “pesquisas científicas minoritárias”, o chanceler disse que não se pode colocar a emissão de CO2 como causa principal da mudança de temperatura e questionou a tese do aquecimento global. “O que há são pequenas mudanças locais em várias partes do globo”. A declaração veio em resposta ao questionamento do deputado Marcon (PT-RS) sobre afirmações anteriores de Araújo de que o...

Em sessão da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, realizada nesta quarta-feira (29), o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, voltou a desqualificar a tese do aquecimento global e minimizou o papel do agronegócio no desmatamento da Amazônia.

Citando “pesquisas científicas minoritárias”, o chanceler disse que não se pode colocar a emissão de CO2 como causa principal da mudança de temperatura e questionou a tese do aquecimento global. “O que há são pequenas mudanças locais em várias partes do globo”. A declaração veio em resposta ao questionamento do deputado Marcon (PT-RS) sobre afirmações anteriores de Araújo de que o aquecimento seria uma balela.

O deputado federal Jorge Sola (PT-BA) divulgou um trecho da fala do ministro e criticou: “Ernesto Araújo argumenta que não existe aquecimento global, mas sim aquecimento local em milhares de termômetros espalhados pelo mundo de forma coincidente, mas que não trazem relação entre si. Esse é o império da ignorância premiada, é nosso chanceler!”

“Contrapropaganda”

Araújo ainda questionou a tese de que o desmatamento contribuiria para a mudança climática e descartou a relevância do avanço do agronegócio em regiões protegidas na Amazônia, dizendo que se trata apenas de contrapropaganda.  “O que acontece, nesse contexto, é a manipulação política do alarme global com a temperatura. A gente não está desmatando a Amazônia para plantar soja, mas se cria uma imagem negativa da agricultura brasileira”, afirmou.

Veja também:  Governo decide autorizar trabalho aos domingos e feriados; confira os 78 setores atingidos

Segundo especialistas, a criação de gado e a produção de soja são as principais causas do desmatamento na região. Em 2018, o então ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, divulgou um estudo mostrando que o plantio do grão atingiu seu maior número nos últimos cinco anos.

 

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum