Jogadores do Corinthians homenageiam menino Luiz Eduardo, vítima de racismo

Atletas entraram em campo com o nome do garoto em suas camisetas. Nas redes sociais do clube, também foi lançada uma campanha especial contra o racismo, lembrando o caso do garoto e o do volante Gérson, do Flamengo

A partida desta segunda-feira (21) entre Corinthians x Goiás, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro de futebol masculino, contou com uma homenagem dos atletas alvinegros ao menino Luiz Eduardo Bertoldo Santiago, de 11 anos, vítima de racismo em episódio lamentável ocorrido na última quarta-feira (16).

Todos os jogadores do Timão (que venceram o encontro pelo placar de 2×1, de virada) entraram em campo com o nome de Luiz Eduardo em suas camisetas, em solidariedade ao garoto.

O caso de Luiz Eduardo, que comoveu o Brasil, aconteceu durante o torneio juvenil Caldas Cup, na cidade de Caldas Novas, interior de Goiás. Luiz Eduardo participava do evento defendendo o Uberlândia Academy, equipe da cidade onde mora. Durante o jogo, o técnico do time adversário dava a instruções aos seus garotos para marcarem Luiz Eduardo aos gritos de “fecha o preto”. O garoto deixou o campo chorando.

Também houve mensagens especiais contra o racismo nas redes sociais do Corinthians, lembrando não só o caso de Luiz Eduardo como também o do volante Gérson, do Flamengo, alvo de injúria racial durante a partida contra o Bahia, neste domingo (20) – envolvendo também o técnico Mano Menezes, que tem passagem pela Seleção Brasileira e pelo próprio Corinthians.

“Na última semana, o Brasil viu uma criança e um atleta denunciarem racismo no futebol. Luiz Eduardo e Gerson, o Corinthians está com vocês nessa luta e jogaremos com o nome do Luiz em nossa camisa na noite desta segunda-feira”, diz a mensagem do clube divulgada por Twitter, Instragram e Facebook.

Junto com a mensagem institucional do clube, o Corinthians divulgou alguns depoimentos de atletas do seu elenco profissional masculino, como o zagueiro Gil. “A gente tem que tomar uma posição o quanto antes para fazer isso mudar. Temos que mudar a nossa cultura”, comentou o defensor corinthiano.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).

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Renato Rovai
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